A publicação apresenta seis pontos para rebater questionamentos levantados após a divulgação do material
Clique aqui e escute a matéria
A revista VEJA publicou neste sábado (10) um texto em que responde à repercussão de sua reportagem sobre supostos pagamentos relacionados ao documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Instituto Lula.
A publicação apresenta seis pontos para rebater questionamentos levantados após a divulgação do material, que inclui um áudio atribuído ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A reportagem original afirma que Vorcaro teria relatado pagamentos de R$ 30 milhões para financiar o documentário e outros repasses ao Instituto Lula, com o objetivo de obter acesso a fundos de pensão de empresas estatais. Segundo a revista, o material também inclui documentos, mensagens e informações sobre contatos com integrantes do governo.
A divulgação provocou manifestações de diferentes setores. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) negaram que Vorcaro tenha prestado depoimento às autoridades com o conteúdo relatado pela revista ou apresentado a elas documentos sobre o suposto financiamento. A PGR também informou que as tratativas de colaboração premiada foram conduzidas por meio dos advogados do empresário.
No novo texto, intitulado “A repercussão da capa de VEJA: 6 mitos e verdades a respeito da reportagem”, a revista apresenta sua versão sobre os questionamentos envolvendo o áudio, as tratativas com as autoridades e as críticas feitas à publicação. Ao final, defende que o conteúdo seja apurado pelos órgãos competentes.
Os seis pontos apresentados pela VEJA
1. O áudio de Vorcaro é falso — Conforme informou o advogado de Vorcaro em nota oficial, o áudio é verdadeiro e a voz é de Vorcaro.
2. O áudio de Vorcaro foi editado — Conforme já informou VEJA em matéria sobre o caso, a voz do interlocutor que conversa com Vorcaro foi suprimida no corte final, de forma a proteger o sigilo da fonte. Foram suprimidas cinco falas curtas dos áudios publicados para proteger a fonte (um direito garantido pela Constituição), totalizando 15 segundos de cortes.
3. O áudio de Vorcaro não consta na delação — Em nenhum momento a reportagem de VEJA afirma que o áudio consta na delação. O que foi levado ao conhecimento da PGR, por meio dos advogados de Vorcaro, foi o relato de Vorcaro sobre o financiamento do documentário Lula, o pagamento ao Instituto Lula e o objetivo desses pagamentos (acessar fundos de pensão das estatais).
4. A Polícia Federal nega que Vorcaro tenha afirmado que ele financiou documentário sobre Lula — A reportagem de VEJA não diz que a confissão de Vorcaro foi feita à PF.
5. A PGR nega que Vorcaro tenha afirmado em depoimento ou apresentado documentos sobre um suposto financiamento ao documentário de Lula — Novamente, não é o que está dito na reportagem de VEJA. O que a matéria diz é que Vorcaro, por meio de seus advogados, apresentou a história à PGR, prometendo entregar documentos e provas a respeito da denúncia caso a delação fosse aceita (o que não ocorreu por decisão da própria PGR).
6. Juristas pedem que PF investigue fake news publicada pela VEJA — Alguns veículos de imprensa estão usando o termo “juristas” em manchetes para ocultar que, na verdade, quem está espalhando fake news contra a reportagem de capa de VEJA é a coordenação da campanha presidencial de Lula.
Por fim, a publicação reforça que “não se pode colocar mais em discussão é o que Vorcaro realmente disse. Isso é um fato”.
Ainda segundo a Veja, as autoridades precisam interrogar o banqueiro, checar as provas que ele diz ter “e tomar as devidas providências criminais contra os envolvidos — sejam elas as autoridades citadas, seja o próprio Vorcaro, se ele estiver mentindo. Doa a quem doer.”

COMMENTS