O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nesta segunda-feira (26) a credibilidade da eleição presidencial brasileira, realizada no domingo (25), e afirmou, sem apresentar provas, que a votação pareceu fraudada. Apesar das críticas, o republicano declarou que gosta do presidente reeleito Lula da Silva (PT) e que mantém uma boa relação com ele.
Ao ser questionado por jornalistas sobre o resultado, Trump classificou a eleição como “terrível” e disse que a forma como o processo foi conduzido transmitiu uma impressão negativa. O presidente americano também afirmou que não apoiou nenhum dos candidatos e ressaltou que não comanda o Brasil.
As declarações foram feitas em meio à contestação do resultado por aliados do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que anunciou a intenção de questionar judicialmente a eleição. Até o momento, porém, as críticas de Trump não foram acompanhadas de evidências que comprovem fraude.
Justiça eleitoral defende resultado
A prorrogação do horário de votação também foi alvo de críticas de Donald Trump Jr., filho do presidente americano. A medida, no entanto, foi solicitada pelas campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro, que apresentaram justificativas relacionadas a dificuldades no transporte de eleitores e às fortes chuvas em estados do Sul e do Sudeste.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou que a extensão do horário não comprometeu a integridade do processo. Segundo os dados citados no balanço eleitoral, 34.330 votos foram computados depois das 17h, o equivalente a cerca de 0,027% do total de votos registrados.
Lula foi reeleito com aproximadamente 64,2 milhões de votos, contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.
Reações internacionais
Enquanto Trump questionou a eleição, líderes e autoridades de diferentes países reconheceram o resultado e parabenizaram Lula pela vitória. Entre eles estão representantes da China, França, Espanha, Portugal e Alemanha, além de autoridades de países sul-americanos.
No Brasil, dirigentes do Congresso Nacional também defenderam o respeito ao resultado das urnas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), classificou a votação como uma vitória da democracia, enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a importância do sistema eleitoral brasileiro.
Até o momento, Trump não apresentou provas que sustentem as acusações de fraude. A contestação política do resultado, por si só, não comprova irregularidades na votação.

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