A Thomson Reuters anunciou o corte de até 500 engenheiros em meio a uma reestruturação global voltada à inteligência artificial. A decisão faz parte da estratégia de transformação digital da companhia.
As demissões representam cerca de 1,8% da força de trabalho total, estimada em 27.100 funcionários, e foram comunicadas internamente durante uma reunião da equipe de tecnologia.
Corte atinge equipe global e área de tecnologia
Os desligamentos impactam profissionais ao redor do mundo e se concentram na unidade de operações e tecnologia, que possui cerca de 9,4 mil funcionários. Nesse segmento, o corte pode atingir aproximadamente 5,2% da equipe.
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A medida foi anunciada em um encontro interno, segundo relatos de participantes, em um contexto de mudanças estruturais impulsionadas pela adoção de IA.
Transformação digital acelera mudanças na empresa
A reestruturação ocorre enquanto a Thomson Reuters intensifica investimentos bilionários em inteligência artificial para reformular seus produtos e fluxos de trabalho jurídicos, fiscais e regulatórios.
De acordo com a empresa, o objetivo é direcionar recursos para áreas consideradas estratégicas diante das novas demandas dos clientes.
Apesar dos cortes, a companhia afirma que pretende contratar mais de 250 engenheiros nos próximos dois anos. A maioria das novas vagas será voltada a profissionais seniores com experiência em IA, reforçando a mudança no perfil da força de trabalho.
A empresa também declarou que está oferecendo suporte aos funcionários afetados durante o processo de transição.
Movimento acompanha tendência do setor
A decisão segue uma onda mais ampla no setor de tecnologia, onde ferramentas de inteligência artificial têm aumentado a produtividade na escrita de código e impactado diretamente a demanda por engenheiros.
Em 2026, cerca de 120 mil profissionais de tecnologia foram demitidos em 228 empresas, incluindo gigantes como Meta e Amazon, segundo dados do mercado.

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