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Tio e sobrinha que morreram em incêndio no Recife eram arquiteto e estudante do ensino médio

Gustavo Cauás, de 46 anos, e Hannah Cauás, de 17, foram vítimas de um incêndio que atingiu um apartamento na Zona Norte da cidade

Por

JC


Publicado em 21/04/2026 às 18:03

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Gustavo Cauás, de 46 anos, e Hannah Cauás, de 17, foram vítimas de um incêndio que atingiu um apartamento do condomínio Vivenda de Casa Forte, localizado no bairro de Santana, Zona Norte do Recife, na madrugada desta terça-feira (21).

Tio e sobrinha, eles não resistiram e morreram. Além deles, três cães que estavam no apartamento também faleceram.

Gustavo Cauás era arquiteto e urbanista, mestre em Engenharia Urbana e Ambiental pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Era especialista em acústica e luminotécnica e dono da empresa CAUÁS Arquitetos e Engenheiros Associados. Gustavo deixou dois filhos, de 3 e 6 anos, e a esposa.

Já Hannah era estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Casa Forte. Em publicação nas redes sociais, a escola escreveu: “Para todos da escola, ficará a lembrança de uma jovem sensível, afetuosa e companheira. Nesse momento de forte emoção, nos solidarizamos com a família”.

Incêndio começou à noite

O fogo começou por volta das 21h30 no apartamento em que Hannah morava com o pai, no terceiro andar do Bloco A do condomínio. O pai dela não estava em casa no momento das chamas. A causa do incêndio vai ser investigada.

Gustavo Cauás morava em outro apartamento do mesmo prédio e foi à residência de Hannah para tentar socorrê-la. Ele não conseguiu sair e também morreu.

O Corpo de Bombeiros de Pernambuco informou que foi acionado na madrugada desta terça-feira para atender à ocorrência, mobilizando cinco viaturas e 14 militares.

“No local, as equipes realizaram o combate às chamas e a varredura no imóvel, com o objetivo de localizar possíveis vítimas. Durante a operação, foram encontrados dois corpos, sendo um homem e uma mulher, além de três cães, todos já sem vida”, disse a corporação em nota.

Os moradores precisaram evacuar o prédio, por recomendação da Guarda Civil Municipal. O retorno deles deverá ocorrer após análise e liberação da Defesa Civil.

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