Atmosfera dos bailes blacks das periferias brasileiras fez parte do evento, desde o visual escolhido pelo público às coreografias
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Com o Classic Hall lotado no último sábado (23), o cantor Thiaguinho apresentou seu novo projeto pela primeira vez no Recife. “Bem Black” reúne nas raízes do soul e do samba, exaltando a cultura preta nacional e internacional a partir das principais influências artísticas do cantor.
O show cria atmosferas que passam pelos bailes charmes brasileiros, pelos tradicionais sambas das décadas de 1990 e 2000 e pelos clubes de jazz estadunidenses.
A apresentação reuniu experiências visuais e estética afrocentrada, onde o cantor coloca sua assinatura na pluralidade da black music, convidando o público a transitar entre pagode, funk, jazz e R&B.
No repertório, Thiaguinho reverenciou suas origens no pagode e no samba, cantando sucessos da sua carreira solo e de Exaltasamba, e relembrou sua participação no Fama, programa de TV que revelou o artista em 2002, cantando “Final Feliz”, de Jorge Vercillo.
“Pra quem não sabe, no ano passado recebi o título de cidadão recifense… E cada vez que volto pra essa cidade, sinto esse amor ficando ainda maior, mais forte e mais verdadeiro”, escreveu em suas redes sociais.
“Bem Black” reúne nas raízes do soul e do samba, exaltando a cultura preta nacional e internacional – Luiz Fabiano/Divulgação
“Primavera”, de Tim Maia, “Coleção”, de Cassiano, e “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor, foram alguns dos sucessos que animaram o público. Ao longo do show, o artista apontou: “Recife é uma das cidades que mais gosto de cantar”.
A atmosfera dos bailes blacks das periferias brasileiras fez parte do evento, desde o visual escolhido pelo público às coreografias inspiradas na black music, apresentadas em uma aula de dança antes do espetáculo.

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