A senadora Tereza Cristina (PP-MS) não será candidata a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. Apesar das investidas e dos acenos públicos do pré-candidato, a ex-ministra da Agricultura decidiu não aceitar a composição.
Procurada pelo ND Mais, a assessoria de Tereza Cristina informou que não irá se manifestar sobre o assunto.
O nome da senadora aparecia entre os principais cotados para ocupar a vaga. Flávio chegou a dizer publicamente que Tereza seria o seu “sonho de vice”, numa tentativa de atrair para a chapa uma liderança com bom trânsito entre o agronegócio e setores mais moderados da direita.
Tereza Cristina resiste à chapa de Flávio Bolsonaro
A resistência de Tereza Cristina já vinha sendo relatada por interlocutores próximos. Segundo essas lideranças, a possibilidade de a parlamentar integrar a chapa presidencial era considerada praticamente nula.
A senadora também era pressionada por integrantes da direita a assumir um papel mais relevante na eleição, inclusive como possível candidata à Presidência. Tereza, no entanto, resistiu às movimentações e não demonstrou disposição para disputar o Palácio do Planalto.
Com a negativa, Flávio Bolsonaro terá de buscar outro nome para completar a chapa que será apresentada pelo PL. A definição ganhou caráter de urgência diante da proximidade da convenção partidária, prevista para sábado (25), quando o senador deverá ser confirmado como candidato à Presidência.
Entre os nomes que circulam no entorno do candidato estão os da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. A escolha também dependerá das negociações do PL com outras legendas para ampliar a aliança eleitoral.
Flávio perde nome com força no agronegócio
A saída de Tereza Cristina das negociações representa um revés para a estratégia de Flávio. Ministra da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro, a senadora mantém influência no setor produtivo e poderia ajudar o candidato a construir uma imagem mais moderada.
Além do peso entre produtores rurais, Tereza Cristina pertence ao PP, partido que ocupa uma posição estratégica nas articulações do centro e da direita. Sua entrada na chapa poderia ampliar a coligação e reduzir a concentração do projeto presidencial em torno do núcleo bolsonarista.
Sem a senadora, o desafio do PL será encontrar um nome que agregue eleitoralmente, ajude a atrair outros partidos e diminua as resistências enfrentadas por Flávio fora da base mais fiel ao ex-presidente Jair Bolsonaro.


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