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Tempestade geomagnética viaja a 560 km/s em direção à Terra e pode levar auroras boreais para regiões mais ao sul nesta sexta

Uma ejeção de massa coronal lançada pelo Sol pode provocar uma tempestade geomagnética na TerraFoto: Wikipédia/Reprodução/ND Mais

Uma poderosa CME (ejeção de massa coronal), lançada pelo Sol em 6 de outubro, deve chegar à Terra nas primeiras horas desta sexta-feira (9). A previsão é de tempestade geomagnética entre G1 e G2.

O fenômeno pode fazer as auroras boreais aparecerem em latitudes mais baixas que o habitual. O espetáculo, porém, não será visível do Brasil e não está garantido em locais específicos.

Quando a tempestade geomagnética chega?

O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA emitiu alerta de tempestade geomagnética moderada, de nível G2, para 9 de outubro.

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A CME viaja a cerca de 560 km/s, segundo estimativa do Centro de Análise de Dados de Influências Solares, da Bélgica. O modelo WSA-ENLIL, da NOAA, aponta chegada por volta das 2h, no horário de Brasília.

O Met Office, do Reino Unido, estima a chegada por volta da 1h da manhã, também no horário de Brasília, com margem de aproximadamente seis horas. Por isso, os horários ainda podem mudar.

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    A previsão indica condições de tempestade geomagnética entre G1 e G2 – Flickr/Reprodução/ND Mais

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    A previsão para de auroras boreais para 9 de outubro ainda pode mudar conforme novos dados sejam analisados – Flickr/Reprodução/ND Mais

Onde as auroras podem aparecer

Uma tempestade geomagnética G2 corresponde a um índice Kp 6. Em episódios dessa intensidade, auroras já foram observadas tão ao sul quanto Nova York e Idaho.

A intensidade do fenômeno dependerá da orientação do campo magnético transportado pela CME. Por isso, as auroras podem ficar mais ao norte ou avançar para latitudes ainda menores.

A previsão da NOAA indica condições G1 entre meia-noite e 3h. Também existe possibilidade de um pico G2 entre 6h e 9h de 9 de outubro.

Sol segue ativo

A erupção que lançou a CME foi acompanhada por uma labareda solar M1.4 na região de manchas solares AR4549, próxima ao centro da face do Sol voltada para a Terra. Horas depois, a mesma região produziu outra erupção de classe M, a M1.8.

Além disso, buracos coronais avançam pela face do Sol orientada para o planeta e podem enviar novos fluxos de vento solar rápido. Outra fase de atividade geomagnética elevada está prevista para cerca de 11 de outubro.

Os especialistas ainda analisam observações de coronógrafos e modelos para definir com mais precisão a trajetória e a velocidade da CME. As previsões devem ser atualizadas à medida que o fenômeno se aproxima.


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