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Tarifaço de Trump contra empresas brasileiras passa a valer nesta quarta-feira; confira os detalhes

Lula e Trump durante encontro no ano passado. Governos das maiores nações da América trocaram acusações após novo tarifaço.Foto: White House/ND Mais

A tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos passa a valer a partir desta quarta-feira (22). A decisão do governo de Donald Trump, a partir de investigação do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), impõe as sanções a partir das 1h01 no horário de Brasília.

O processo, conduzido com base na “Seção 301 da Lei de Comércio de 1974”, ocorre após o governo dos Estados Unidos acusar o Brasil de adotar práticas comerciais discriminatórias contra empresas norte-americanas.

A nova barreira comercial incide de forma cumulativa à alíquota já existente.

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Como vai funcionar as novas tarifas de Trump contra as empresas brasileiras?

Na prática, produtos brasileiros atualmente sujeitos a um imposto alfandegário de 10% passarão a recolher 35% nos portos norte-americanos.

O documento de 138 páginas publicado pelo USTR isenta as mercadorias já embarcadas ou no último modal de transporte, desde que os responsáveis apresentem a declaração de importação para consumo até o dia 29 de julho.

A sobretaxa atinge produtos como etanol, papel, açúcar orgânico, vestuário, calçados, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos e maquinários de mineração.

O órgão excluiu mais de mil produtos da tarifa para evitar o desabastecimento de cadeias sem substitutos viáveis no mercado interno dos Estados Unidos.

Por que Trump decidiu taxar o Brasil novamente?

As autoridades de Washington justificam a adição tarifária sob argumentação de suposto favorecimento ao sistema de pagamentos Pix e cita questões relacionadas à propriedade intelectual, ao desmatamento ilegal e ao combate à corrupção.

Segundo o governo brasileiro, todas as alegações foram rebatidas em reuniões bilaterais, documentos enviados aos americanos e tentativas de conciliação não exitosas.

A aplicação da taxa altera a posição do Brasil do décimo terceiro para o segundo lugar entre os países mais tarifados pelos Estados Unidos.

Reação do Governo Lula ao novo tarifaço de Trump

O Palácio do Planalto já classificou a medida como injusta e estuda acionar a “Lei da Reciprocidade”.

A legislação concede poderes à Camex (Câmara de Comércio Exterior), vinculada ao MDIC (Ministério de Indústria e Comércio), para adotar medidas de restrição às importações e suspender concessões, patentes ou remessas de royalties de países alvo de retaliação.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou que o governo não buscará uma retaliação “olho por olho”, mas indicou a possibilidade de utilizar os instrumentos de reciprocidade no momento adequado.

O acionamento das contramedidas exige o cumprimento de etapas obrigatórias pela administração federal.

O rito começa com a identificação da medida unilateral e a busca por negociações diplomáticas coordenadas pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores) junto ao MDIC.

O governo também pode recorrer a organismos multilaterais como a OMC (Organização Mundial do Comércio).

Caso o impasse prossiga, o CINCEC (Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais) analisa os impactos econômicos das retaliações.

As propostas definitivas passam por consulta pública antes da aplicação.


Fonte: Clique aqui

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