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Senado presta homenagem a Paulo Paim, o verdadeiro ‘pai da criança’

Faltaram votos, e a articulação da base governista ficou bem aquém do esperado. Dos 81 senadores, somente 76 votaram na PEC 6×1. Houve uma abstenção

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 14/10/2026 às 22:59
| Atualizado em 14/10/2026 às 23:00

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MOURÃO, MOURÃO!
Vice-presidente na gestão de Jair Bolsonaro, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que não via motivo “para votar um projeto dessa magnitude assim tão de açodamento”. O general da reserva foi o único voto contrário à redução da jornada de trabalho.

NO APAGAR DAS LUZES
Políticos de diferentes partidos prestaram homenagem ao senador Paulo Paim (PT-RS) por ele ter tido a iniciativa de apresentar projeto de lei tratando da redução da jornada de trabalho em 1994.

DE LÁ PARA CÁ
O PT comandou o país por mais de 18 anos e nunca teve a iniciativa de pedir o desarquivamento da proposta. Emocionado, com a voz embargada, Paim lembrou a trajetória de sua proposta:
— Um pouco de emoção não tem como… Vocês pediriam… Porque é impossível. Quando eu olho para trás, para 30, 40, 50 anos, eu me sinto aqui, agora, um menino negro e pobre que esperou 50 anos para este momento acontecer. Paim foi aplaudido de pé.

O QUE MOSTRA
Nem Odair Cunha (PT-MG) nem Erika Hilton (PSOL-SP) são os pais da criança. O verdadeiro pai da iniciativa é Paulo Paim, que está deixando a política “para dar mais atenção aos netos”, resumiu.

COM GOSTO DE GÁS
Ganhe Flávio ou vença Lula, o Centrão se articula para reeleger o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para o comando da Câmara, novamente.

PLURALIDADE E INDEPENDÊNCIA
No manifesto, assinado por mais da metade dos representantes dos deputados, o Centrão ressalta que pretende dar continuidade ao trabalho de “construção de uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas, garantindo espaço a todos os 513 deputados e avançando nas decisões importantes para o país”.

JÁ NO SENADO
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) terá um hipotético governo Lula na mão, pela gentileza de ter pautado projetos meramente eleitoreiros, como o fim da escala 6×1. Para os senadores novatos, tem prometido gabinetes reformados e espaço nas comissões. Mas, ao contrário de Motta, Alcolumbre tem o PL de Flávio Bolsonaro contra ele. É, no mínimo, por assim dizer, a maioria.

OMISSO
A oposição comeu o pão que o diabo amassou na gestão de Alcolumbre, que se negou a instalar a CPI do Master e a pautar pedidos de impeachment de ministros do STF.

A CULPA FREUDIANA
Ao sair em defesa do microempreendedor, o deputado Heitor Schuch (PSD-RS) recorreu a um ditado popular — “antes tarde do que nunca” — e disse que, se não houvesse aprovação das medidas, “esta Casa aqui carregaria culpa de não ter olhado para o microempreendedor individual”.
— Não vamos agora culpar o Governo A, o Governo B, o que já terminou, o que vai vir. É preciso olhar para quem efetivamente empreende, defendeu.

AUTONOMIA DO BC
A renovação do mandato do senador Plínio Valério (PSDB-AM), autor da proposta de autonomia financeira e administrativa do Banco Central, ganhou força, e a expectativa é de votação logo após o segundo turno das eleições. A PEC 65 prevê a autonomia orçamentária, administrativa e financeira da autarquia e representa um passo importante para o fortalecimento institucional.
— Vamos ver se, quando terminar isso aqui [a votação da 6×1], Alcolumbre dê mais atenção à PEC. Ele prometeu, disse Plínio Valério à coluna.

PENSE NISSO!
Você certamente conhece aquele ditado popular que diz que a diferença entre a galinha e a pata é que ambas põem um ovo por dia, mas somente a galinha anuncia seu feito.

“A importância da comunicação eficaz e como diferentes abordagens podem levar a resultados distintos.”

Levando a metáfora da pata versus a galinha para dentro do Congresso Nacional, a redução da jornada de trabalho sempre foi tema de debate entre deputados e senadores, mas agora, com o governo Lula precisando “carcarejar”, o assunto virou moda, como se cada um dos defensores da medida — dentro e fora do Parlamento — tivesse convicção para encher o pulmão de ar e sair anunciando os feitos da PEC.

Pense nisso!

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