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SC cobra reciprocidade, Florianópolis mostra que é possível avançar e o Brasil precisa recolocar os fatos acima das narrativas

‘A política brasileira chegou a um grau de polarização em que, muitas vezes, as versões ganham mais espaço do que os fatos’Foto: Gabriel Pinheiro/CNI/Agência Brasil

Santa Catarina exige reciprocidade

Santa Catarina consolidou-se como um dos estados que mais contribuem para a economia brasileira. O desempenho da indústria, do agronegócio, do comércio e do setor de serviços faz do estado um dos principais arrecadadores de tributos federais. No entanto, a percepção de boa parte da população é de que esse protagonismo não encontra a mesma reciprocidade quando os recursos retornam ao estado.

Os números explicam

Nos últimos cinco anos, Santa Catarina enviou aproximadamente R$ 590 bilhões aos cofres da União e recebeu cerca de R$ 83,4 bilhões em investimentos, transferências constitucionais, programas sociais e benefícios diretos. Na prática, isso significa que, para cada R$ 100 arrecadados em território catarinense, apenas cerca de R$ 14 retornaram ao estado.

Uma pauta suprapartidária

Esse debate não pertence à direita, à esquerda ou ao centro. Trata-se de uma reivindicação legítima de um estado que contribui de forma decisiva para o desenvolvimento do país e busca uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos. Defender Santa Catarina deve estar acima das disputas partidárias.

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Compromisso dos eleitos

Os representantes que serão escolhidos nas eleições deste ano terão a responsabilidade de transformar esse tema em uma pauta permanente junto ao governo federal e ao Congresso Nacional. Independentemente da sigla ou da ideologia, todos terão o dever de trabalhar para que Santa Catarina receba um retorno mais compatível com a riqueza que ajuda a produzir para o Brasil.

Florianópolis mostra a força de Santa Catarina

Florianópolis ocupa uma posição de destaque entre os municípios brasileiros quando o assunto é desenvolvimento humanoFoto: Divulgação/ND

Referência nacional: Florianópolis ocupa uma posição de destaque entre os municípios brasileiros quando o assunto é desenvolvimento humano. Com IDHM de 0,847, a capital catarinense figura entre os três municípios mais bem colocados do país e lidera entre todas as capitais brasileiras no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal.

Qualidade de vida: esse desempenho é resultado da combinação entre renda, educação e expectativa de vida. Florianópolis possui a maior renda média entre as capitais brasileiras, apresenta uma das menores taxas de pobreza do país e consolidou um ambiente econômico capaz de gerar oportunidades e qualidade de vida para sua população.

Segurança e educação: a capital catarinense também é reconhecida pelos bons indicadores de segurança pública, figurando entre as capitais mais seguras do Brasil. Na educação, praticamente todas as crianças em idade escolar estão matriculadas, enquanto instituições como a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) ajudam a formar profissionais e produzir conhecimento de excelência.

Capital da inovação: Florianópolis reúne a maior densidade de startups por habitante do Brasil e recebeu oficialmente o título de Capital Nacional das Startups. O reconhecimento demonstra que investir em educação, inovação e empreendedorismo gera resultados concretos, fortalecendo a economia e criando um ambiente cada vez mais competitivo.

Entre o fato e as versões

A disputa das narrativas: a política brasileira chegou a um grau de polarização em que, muitas vezes, as versões ganham mais espaço do que os fatos. Diante de um mesmo acontecimento, governo e oposição constroem narrativas distintas, buscando convencer o eleitor de que possuem a razão.

Campanha antecipada: o conflito comercial envolvendo Brasil e Estados Unidos deverá ser um dos temas da campanha eleitoral. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a oposição, representada nacionalmente pelo senador Flávio Bolsonaro, certamente utilizarão o episódio sob perspectivas diferentes, atribuindo responsabilidades e tentando transformar o tema em ativo político.

O fato concreto: independentemente das interpretações, existe um fato objetivo: os Estados Unidos decidiram impor uma tarifa adicional sobre diversos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. Esse é o ponto de partida do debate, sobre o qual surgirão diferentes análises, críticas e estratégias políticas.

Quem paga a conta: enquanto as narrativas se multiplicam, as consequências recaem sobre quem produz, investe e gera empregos. Empresários, produtores rurais, trabalhadores e consumidores acabam sendo diretamente afetados por um ambiente de maior incerteza econômica. No fim das contas, mais importante do que identificar vencedores na disputa política é encontrar soluções que reduzam os impactos para a economia brasileira e preservem a competitividade do país.

Leia mais na coluna de Derly Anunciação


Fonte: Clique aqui

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