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Tecnologia da USP chega ao espaço e é usada por astronautas da Artemis II

Uma tecnologia desenvolvida no Brasil alcançou um marco histórico ao chegar ao espaço. Astronautas da missão Artemis II utilizaram um dispositivo semelhante a um relógio, criado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, para monitorar a saúde durante a viagem.

Actígrafo: como funciona dispositivo desenvolvido na USP e usado pela Nasa para monitorar astronautas na missão Artemis II? — Foto: Reprodução

O equipamento, conhecido como actígrafo, foi usado pelos quatro tripulantes ao longo da missão, que durou cerca de 10 dias e marcou o retorno de voos tripulados à órbita lunar após décadas.

O que esse “relógio” faz

Primeiramente, o dispositivo mede variáveis essenciais do corpo humano, como sono, atividade física e exposição à luz.

Além disso, o actígrafo analisa especialmente a luz azul, que influencia diretamente o ciclo biológico. Dessa forma, os cientistas conseguem entender como o organismo reage fora da Terra.

Por que isso é importante no espaço

No ambiente espacial, os astronautas não têm referência de dia e noite como na Terra.

Por isso, o corpo pode sofrer desregulação do ritmo circadiano. Como consequência, podem surgir problemas como fadiga, queda de desempenho e alterações hormonais.

Assim, o dispositivo permite que a equipe médica acompanhe esses efeitos e ajuste rotinas de descanso e trabalho.

Tecnologia brasileira em missão histórica

O equipamento foi desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli.

A tripulação do Artemis 2 em um simulador Orion no Johnson Space Center da Nasa, em Houston, Texas, EUA. Foto de: NASA

Além disso, o projeto recebeu apoio da FAPESP e foi posteriormente produzido em parceria com a empresa Condor Instruments, o que permitiu sua aplicação em nível internacional.

Mais preciso que relógios comuns

Embora se pareça com um smartwatch, o actígrafo tem um foco diferente.

Ele coleta dados contínuos com precisão científica, o que o torna mais avançado para pesquisas em comparação com dispositivos comerciais.

Impacto além do espaço

Além de ajudar astronautas, a tecnologia também pode ser usada na Terra.

Por exemplo, os dados coletados contribuem para estudos sobre distúrbios do sono, saúde mental e efeitos da luz artificial no organismo humano.

Um avanço para a ciência brasileira

Portanto, o uso desse dispositivo na Artemis II representa um passo importante para a ciência nacional.

Assim, a presença da tecnologia brasileira em uma missão da NASA reforça o potencial do país na produção de inovação de nível global.

Fonte: CNN Brasil

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