A propaganda eleitoral do segundo turno presidencial começou nesta sexta-feira (9), com estratégias diferentes de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os dois candidatos têm o mesmo tempo de propaganda no rádio e na televisão, conforme as regras eleitorais.
Enquanto o senador aposta no discurso de mudança, apresenta propostas e rebate informações que considera falsas, o presidente procura defender as políticas sociais de seu governo e alertar para possíveis retrocessos caso o adversário seja eleito.
Propaganda eleitoral começa quando e como funciona?
A propaganda eleitoral começa nesta sexta-feira (9) e o plano de mídia prevê dois blocos diários de propaganda eleitoral em rede, com dez minutos de duração cada. Em cada bloco, Lula e Flávio Bolsonaro têm cinco minutos para apresentar suas propostas e mensagens aos eleitores.
Na televisão, os programas vão ao ar das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40. No rádio, os horários são das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10.
Além dos programas em bloco, os candidatos contam com inserções curtas distribuídas ao longo da programação. O tempo diário total previsto para essas peças é de 25 minutos, dividido igualmente entre os dois concorrentes, com 12 minutos e 30 segundos para cada um. Os programas em bloco são exibidos de segunda-feira a sábado, enquanto as inserções vão ao ar de segunda-feira a domingo.
Propaganda eleitoral 2026: Flávio Bolsonaro aposta em mudança e rebate críticas
A estratégia de Flávio Bolsonaro para o segundo turno inclui a apresentação de novas propostas, o discurso de renovação política e respostas às críticas feitas por adversários e nas redes sociais.
De acordo com o Poder360, na quinta-feira (8), o senador negou que acabaria com o Bolsa Família e prometeu reajustar as aposentadorias acima da inflação. As declarações ocorreram após questionamentos sobre o plano de ajuste fiscal associado à sua equipe.
A defesa dos benefícios sociais pode ajudar a campanha a responder às críticas de Lula sobre possíveis cortes de gastos. Ao mesmo tempo, Flávio procura apresentar a mudança de governo como uma oportunidade para alterar a condução da economia e reforçar o combate à criminalidade.
Na primeira propaganda do segundo turno no rádio, o senador destacou a ideia de mudança e apresentou propostas como o fim da reeleição presidencial, medidas mais rigorosas contra facções criminosas e a construção de cinco novos presídios federais.
Na área econômica, Flávio também afirmou que pretende retirar o mecanismo de split payment da reforma tributária. Segundo o argumento apresentado por ele, a cobrança automática de impostos no momento das transações poderia prejudicar o capital de giro das empresas.
Outro movimento recente foi a articulação de apoios políticos. Flávio recebeu o apoio de Augusto Cury, que terminou o primeiro turno em terceiro lugar, e se reuniu em Brasília com 14 governadores eleitos na primeira etapa da disputa.
Lula defende programas sociais e alerta para retrocessos
A campanha de Lula procura associar a continuidade do atual governo à manutenção de políticas públicas, como o Bolsa Família e o SUS (Sistema Único de Saúde). A estratégia é alertar que uma mudança de gestão poderia comprometer programas e benefícios destinados à população.
Na quinta-feira (8), o presidente criticou propostas de redução de gastos públicos e afirmou que medidas desse tipo poderiam prejudicar os mais pobres. Lula também defendeu o fim da escala de trabalho 6×1.
A segurança pública é outro tema que ganhou espaço no discurso do petista durante uma reunião com parlamentares eleitos, jovens lideranças e aliados políticos em Brasília. Na quarta-feira (7), Lula apresentou o lema “Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão” e voltou a defender a PEC da Segurança Pública.
De acordo com o UOL, a campanha de Lula preparou peças para abordar o acesso a armas, possíveis cortes em programas sociais e a mobilização de eleitores. Um dos materiais critica o que a campanha chama de “tesouraço” de Flávio e cita áreas como saúde, educação e habitação.
Quais são as regras da propaganda eleitoral?
A propaganda eleitoral deve respeitar as normas estabelecidas pela legislação e pelas resoluções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Entre as regras informadas para os programas estão o limite de participação de apoiadores, que não podem ocupar mais de 25% do tempo de cada programa ou inserção, e as exigências de acessibilidade, que incluem legendas, janela com intérprete de Libras e audiodescrição.
Também existem restrições ao uso de montagens, trucagens, computação gráfica e efeitos especiais destinados a degradar ou ridicularizar adversários. A apresentação manipulada de dados também é proibida.
As normas estabelecem limites para a comunicação das campanhas durante o segundo turno, período em que Lula e Flávio Bolsonaro procuram apresentar suas propostas e conquistar os votos necessários para vencer a disputa.

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