Então estamos combinados: o presidente Lula da Silva livrou os brasileiros e suas famílias do jugo das bets, extirpando da sociedade um vírus do mal que vinha lhes sugando bilhões de reais que deveriam ser injetados na compra de comida e serviços e que se instalou no país alheio à sua vontade de governante e que o obrigou a salvar suas vidas. Detalhe: E fez tudo isso a poucos dias de um momento em que a nação poderia tomar o caminho da perdição.
A narrativa pode ser impactante, mas é a que o presidente e seu governo desejam tornar real depois de uma série de medidas que não foram suficientes para assegurar uma vitória eleitoral daqui a uma semana, explodindo o caixa do Executivo e contratando uma crise que ele terá que viver ainda que seja eleito e que assusta os que se informam minimamente sobre a economia brasileira.
Quota fixa
O problema da MP nº 1.394, desta sexta-feira (25), que proíbe os jogos eletrônicos regulamentados pelo próprio presidente através da lei nº 14.790, de 29 de dezembro de 2023, que dispõe sobre a modalidade lotérica denominada apostas de quota fixa, é que ela simplesmente não resolve o problema que o funcionamento desse ecossistema instituiu no país e abre uma avenida de contestações a partir do fim do período eleitoral.
Isso não quer dizer que o governo não precise tomar providências depois de uma decisão equivocada sua no final do primeiro ano de governo. Precisava. Afinal, o cenário em que a regularização das apostas de quota é completamente diferente do apresentado pelos defensores da proposta no Congresso e que se transformou num sugadouro de recursos da atividade produtiva para o jogo.
Sem correção
Sim, era necessário que o Estado brasileiro corrigisse o erro de aprovar uma atividade econômica que se transformou num problema para o próprio sistema econômico, com impacto nas empresas e especialmente nas famílias, com repercussão ainda mais grave entre as mulheres, duplamente vítimas das plataformas, seja como mães de família, seja como vítimas da ludopatia.
O problema está no momento, nas justificativas não apresentadas à sociedade e nos riscos de contestação na Justiça. Fora os empresários interessados e seus advogados, poucas pessoas defendem as bets. Elas confirmaram um desastre anunciado desde que o tema entrou na pauta do Congresso.
LULA ASSINA A LEI QUE AUTORIZA AS BETS EM 30 DFE DEZEMBRO DE 2023. – Ricardo Stucker
Sem benefícios
Elas não acrescentaram benefícios à sociedade e criaram uma demanda tão extraordinária de apostas na sociedade brasileira que chegou ao chão de fábrica com aumento do absenteísmo por motivos de saúde mental que se reflete nas contas da Previdência que só faz crescer.
Mas o problema é que ignore ou não o presidente, elas são empresas que se instalaram a partir de uma lei aprovada no Congresso e sancionada pelo mesmo Lula da Silva que agora a revoga com uma nova MP a nove dias da eleição.
Sem agir contra
Sim, o governo precisava agir contra as bets. Afinal a lei que Lula da Silva sancionou nos seus 58 artigos dos quais a nova MP revoga 44 e dá nova redação, legalizou a atividade a despeito de lhe dar um pacote de facilidades que nos trouxeram ao estado atual.
Sim, o problema da Lei 14.790/2023 é que ela deu às empresas de apostas uma condição tão absurda de funcionamento, publicidade e compromissos sociais que transformou o governo, através do Ministério da Fazenda, numa agência de chancela de todas as atividades das empresas.
Areecadação pífia
Sim, o que aconteceu no Brasil é que o governo permitiu a todas as empresas em nome de uma arrecadação pífia, uma promessa de pagamento de benefícios sociais e de compromisso de transparência que não encontra paralelo em nenhum país. Desde o início de sua aplicação, dezenas de instituições denunciam essa fragilidade em benefício das empresas.
A Lei 14.790/2023 é tão frágil em relação às obrigações para com a sociedade que foi necessária uma decisão do STF para proibir as apostas com recursos dos programas sociais do próprio governo, como Bolsa Família e BPC, de pessoas inscritas no CadÚnico.
MERCADO DE BETS NO BRASIL – DIVULGAÇÃO
Só vantagens
A legislação ruim deu todas as vantagens às empresas a partir do momento em que pagaram sua outorga fixa de R$ 30 milhões, transformada num salvo-conduto para literalmente atuarem como quisessem. E desde então o governo não teve iniciativas de contenção. Por isso, a forma de proibir via nova MP e de um Projeto de Lei que criminalize a atividade nas vésperas das eleições é um equívoco.
O governo Lula fechou os olhos a todos os efeitos maléficos na sociedade e nas famílias que as bets provocaram. Ele até ajudou as empresas quando o Ministério da Saúde destinou recursos para tratar problemas de saúde de milhões de pessoas que pediram ajuda no SUS. E não deu atenção às dezenas de instituições que alertavam para o problema.
Lugar de fala
Por isso, quando decide intervir da forma como interveio e no momento em que interveio, não ajuda a resolver a questão. E no final deu voz a um setor que estava isolado, mas que agora ganhou um discurso legal para sobreviver.
No fundo, Lula e seu governo deram lugar de fala às bets quando o que precisavam fazer era silenciá-las especialmente no espaço digital em que cresceram e se multiplicaram.
Fim da escala 6×1 exigirá contratação de mais trabalhadores na construção civil. – Divulgação
Mais trabalhadores sem escala 6×1
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avalia que a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode ampliar um dos principais desafios enfrentados atualmente pela construção: a escassez de mão de obra. Estimativas da CBIC indicam que a medida exigiria a contratação de mais de 288 mil trabalhadores para que o setor mantivesse o atual nível de atividade. Segundo os cálculos da entidade, a diminuição de quatro horas semanais representaria uma perda de 208 horas de trabalho por profissional ao longo de um ano.
Ativos minerários
Como resultado do acordo de transação tributária, firmado entre a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Grupo João Santos, estão abertos os lances para um dos maiores leilões de ativos minerários já realizados no país. Os lotes à venda estão localizados nas cidades do Polo Gesseiro do Araripe, em Pernambuco, como Ipubi, Itaquitinga, Ipojuca e Jaboatão dos Guararapes. Serão oferecidos lotes de calcário, gipsita e granito. O leilão foi conduzido pelo leiloeiro oficial Renato Gracie, da Gracie Leilões.
Tech Day
A CNC promove a 2ª edição do Tech Day no dia 14 de outubro, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O encontro reunirá os principais executivos do ecossistema de inovação global e nacional para debater o impacto direto das novas tecnologias no desempenho, na eficiência e na competitividade dos setores de comércio de bens, serviços e turismo do Brasil. A programação foi estruturada para cobrir as transformações tecnológicas mais urgentes dos mercados corporativos e produtivos.
Mais na margem
A Petrobrás recebeu autorização do Ibama para ampliar as atividades de exploração de petróleo na Margem Equatorial. A empresa enviará, em janeiro, uma sonda de perfuração para a Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, para iniciar os trabalhos em três novos poços. O anúncio faz parte de um plano apresentado em agosto deste ano, que prevê investimentos de US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial.
Pavimento rápido
A Votorantim Cimentos, que completa 90 anos em 2026, lança no mercado brasileiro o CEMFAST, cimento especial desenvolvido para intervenções em rodovias, portos e aeroportos. A tecnologia permite a liberação de trechos recuperados para o tráfego pesado em até cinco horas, contra até cinco dias em métodos convencionais.
A solução foi desenvolvida para reduzir o tempo de interdição em corredores logísticos de alto fluxo e chega ao mercado em um momento de expansão do uso do pavimento rígido no país. Segundo o DNIT, o Brasil tinha cerca de 2.500 quilômetros de rodovias em pavimento de concreto até 2024, com projeção de chegar a 7.500 quilômetros nos próximos anos.
Agências Shopee em Pernambuco – Divulgação
Agências Shopee
A Shopee registrou um crescimento de mais de 200% no número de agências Shopee em Pernambuco, comparando os dados com o mesmo período de 2025. O estado conta agora com 115 pontos de apoio logístico operando em estabelecimentos comerciais locais.
Nacionalmente, a empresa ultrapassou a marca de cinco mil agências no Brasil, um crescimento de mais de 60% na rede de todo o país. Os pontos, presentes em mais de 1.200 cidades brasileiras, são estabelecimentos comerciais de bairro, como papelarias, mercearias e armarinhos, que atuam como parceiros estratégicos da plataforma.
Essa rede está integrada a uma infraestrutura logística robusta, composta por 26 centros de distribuição, sendo 21 no formato cross-docking e 5 no formato fulfillment; mais de 200 hubs logísticos espalhados pelo território nacional.
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