Saída do premiê ocorre menos de dois anos após vitória eleitoral do Partido Trabalhista e pode impactar negociações em andamento com a UE
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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciou nesta segunda-feira (22) abrindo caminho para que o país tenha seu sétimo chefe de governo em pouco mais de uma década.
Líder do Partido Trabalhista desde 2020, Starmer conquistou uma vitória esmagadora nas eleições gerais de 2024, mas uma sucessão de erros enfraqueceu sua credibilidade nos últimos meses. Ele permanecerá na residência oficial do primeiro-ministro, no número 10 da Downing Street, até que a legenda escolha um novo líder.
Com a disputa sucessória aberta, o ex-prefeito da Grande Manchester Andy Burnham desponta como favorito para assumir o comando do Partido Trabalhista e, consequentemente, o cargo de primeiro-ministro. Nesta segunda-feira, ele confirmou que disputará a liderança da sigla.
Impactos nas relações com a União Europeia
A renúncia de Starmer já provocou reflexos nas relações entre o Reino Unido e a União Europeia. Nesta segunda-feira, autoridades europeias informaram que estão reavaliando a realização da cúpula bilateral prevista para o próximo dia 22 de julho, em Bruxelas.
A informação foi confirmada pela porta-voz-chefe da Comissão Europeia, Paula Pinho, que afirmou que o bloco, o Conselho Europeu e o governo britânico analisam a conveniência de manter o encontro conforme planejado.
Cúpula discutiria avanços pós-Brexit
A reunião havia sido anunciada na semana passada por Starmer e pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, após encontro realizado durante a cúpula do G7, na França.
O encontro seria o segundo entre Reino Unido e União Europeia desde o Brexit e teria como principal objetivo discutir os avanços na normalização das relações entre as duas partes.
Além disso, permanece prevista para as próximas semanas a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Reino Unido sobre Gibraltar. Fontes do Ministério das Relações Exteriores da Espanha estimam que o documento seja assinado em 13 de julho, com entrada em vigor provisória prevista para 15 de julho.

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