Operação da Polícia Civil cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em três municípios da Região Metropolitana do Recife
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A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Dupla Identidade para investigar um suposto esquema de inserção de informações falsas em sistema de dados do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE).
Ao todo, estão sendo cumpridos um mandado de prisão e cinco mandados de busca e apreensão no Recife, Paulista e Cabo de Santo Agostinho, além de ordens judiciais de monitoramento eletrônico e de afastamento de funcionários públicos.
Investigação começou em 2024
Segundo a corporação, a investigação teve início há mais de dois anos, em fevereiro de 2024. O objetivo, de acordo com a Polícia Civil, é identificar e desarticular uma organização criminosa voltada à prática do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações.
Os alvos da operação, quais informações teriam sido inseridas de forma irregular no sistema do Detran e os danos do suposto esquema ainda não foram informados. A Assessoria de Comunicação da Polícia Civil afirma que os detalhes serão repassados, mas ainda não há previsão de quando.
Os mandados foram expedidos pela Vara dos Crimes Contra a Administração Pública e a Ordem Tributária do Recife. A operação mobiliza 40 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães.
A investigação é conduzida pela 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1° Deccor) e conta com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel), do Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Cemep/SEAP) e da Corregedoria do Detran-PE.
Nota Oficial
A Corregedoria do Detran-PE realizou investigações preliminares que apontaram indícios de crimes contra a Administração Pública. O relatório foi encaminhado à Polícia Civil, como parte do procedimento de praxe, para a adoção das medidas cabíveis.
O Detran-PE informa que os servidores investigados já respondem a Processos Administrativos Disciplinares (PAD) e ressalta que, em razão das investigações preliminares e após a devida instrução dos respectivos PADs, parte dos envolvidos já foi demitida administrativamente, não integrando mais o quadro funcional do Órgão.
A Autarquia segue acompanhando o trabalho da Polícia Civil para a adoção de eventuais novas medidas cabíveis.

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