As pesquisas eleitorais mais recentes mostram um cenário de forte competição entre candidatos ligados à oposição, aliados do governo federal e nomes que preferem manter distância da polarização nacional nas disputas pelos governos estaduais.
Levantamentos realizados pelo Datafolha e pela Quaest apontam vantagem de candidatos de oposição em importantes estados, entre eles São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Pernambuco. O mapa eleitoral, porém, é mais diversificado do que uma divisão simples entre aliados e adversários do presidente Lula da Silva (PT).
Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece na liderança com 45% das intenções de voto, contra 27% do ex-ministro Fernando Haddad (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada em agosto. O cenário coloca o atual governador em posição de vantagem na disputa pela reeleição.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera com 32%, enquanto Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT) aparecem com 12% cada. O levantamento foi realizado pelo Datafolha entre 18 e 20 de agosto.
Ceará também tem vantagem da oposição
No Ceará, a situação também chama atenção. Pesquisa Datafolha divulgada em 3 de setembro mostra Ciro Gomes (PSDB-CE) com 46% das intenções de voto, contra 37% do governador Elmano de Freitas (PT-CE), que busca a reeleição.
No segundo turno simulado pelo instituto, Ciro chega a 50%, enquanto Elmano aparece com 42%. O levantamento ouviu 1.204 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais.
O resultado reforça a importância do Ceará no mapa eleitoral de 2026, especialmente porque a disputa envolve um candidato que não está alinhado ao governo federal na mesma posição do atual governador.
Pernambuco mostra disputa entre grupos distintos
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD-PE) lidera a corrida pelo governo estadual com 47%, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB-PE) registra 40%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada em agosto.
Apesar da diferença, o cenário estadual não pode ser resumido à polarização nacional entre Lula e seus adversários. Raquel Lyra mantém uma posição própria no cenário presidencial e já foi apontada em levantamentos como uma candidata que busca preservar autonomia em relação aos principais polos nacionais.
Bahia entra no radar nacional
Na Bahia, a disputa também ganhou peso com a vantagem de ACM Neto (União Brasil) em levantamentos recentes. A corrida pelo governo estadual é acompanhada de perto porque o resultado poderá influenciar a composição política do estado e a própria disputa presidencial na região.
O cenário baiano, contudo, permanece apertado mas com vantagem para ACM Neto.
Mapa estadual não repete exatamente a disputa presidencial
O levantamento nacional mais recente do Datafolha mostra Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Augusto Cury (Avante) aparece com 8%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) registram percentuais menores.
Nos estados, porém, a lógica é diferente. Segundo levantamento compilado pela Folha a partir de pesquisas Datafolha e Quaest, candidatos apoiados por Flávio lideram em sete estados e no Distrito Federal, enquanto aliados de Lula aparecem à frente em cinco unidades da Federação. Em outros sete estados, candidatos que se apresentam como independentes da disputa presidencial lideram as pesquisas.

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