Os países da OPEP+ chegaram a um acordo em princípio para manter as metas de produção de petróleo em dezembro, afirmaram à Reuters no sábado (31) três fontes a par das discussões. O entendimento ainda é preliminar e antecede a reunião de integrantes do grupo prevista para este domingo (1º).
A sinalização está em linha com a expectativa de manutenção da política de oferta até o próximo ano. As negociações passam a se concentrar nas cotas de produção de 2027, cuja definição depende de uma revisão da capacidade dos países produtores.
Arábia Saudita e Rússia participarão do encontro online, ao lado de Iraque e Kuwait. A reunião terá ainda representantes de Argélia, Cazaquistão e Omã.
No encontro anterior, o grupo já havia preservado os níveis estabelecidos para a produção diante das incertezas no mercado internacional.
Produção efetiva permanece abaixo das metas
A manutenção das cotas ocorre enquanto produtores do Golfo ampliam as exportações após meses de dificuldades provocadas pela guerra no Irã e pelas restrições no Estreito de Ormuz. Apesar da recuperação dos embarques, a maioria ainda produz abaixo das metas.
Em setembro, a OPEP+ concluiu a reversão gradual de um corte de 1,65 milhão de barris por dia, acordado inicialmente em 2023. As interrupções associadas ao conflito, porém, limitaram a produção dos integrantes do Golfo.
A diferença entre as cotas autorizadas e os volumes efetivamente extraídos, mantém a oferta condicionada às restrições operacionais na região.
Em julho, a Reuters havia informado que o grupo provavelmente manteria suas metas durante o quarto trimestre, direcionando as negociações para o ano seguinte.
Os preços do petróleo voltaram a subir na sexta-feira (30), em meio aos ataques e às incertezas no Oriente Médio.
Revisão de capacidade orientará as cotas de 2027
A OPEP+, formada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados como a Rússia, mantém outra rodada de cortes de cerca de 2 milhões de barris por dia. A restrição abrange a maioria dos integrantes e está prevista para vigorar até o fim de 2026.
Antes de definir a retirada desses cortes, o grupo precisa concluir uma revisão da capacidade de produção dos países membros durante o quarto trimestre.
Essa avaliação servirá de base para os níveis de referência de 2027, utilizados na definição das futuras cotas. De acordo com as fontes, o resultado orientará os planos para a reversão das restrições de oferta ainda em vigor.
A reunião de domingo será o próximo encontro dos sete integrantes para discutir a política de produção.

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