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O tamanho do estouro nas contas do governo depois das eleições

O Instituto Fiscal Independente (IFI), uma instituição do Senado criada para escrever relatórios e traçar cenários sobre as atividades do Governo, está entregando um importante pacote de informação sobre o que foi mesmo que o Governo Lula gastou nas eleições e o que, por consequência, terá que ajustar ainda este ano depois que o Congresso aprovar o Senado.

Em grandes números, o IFI que usou os valores oficiais e estimativas de gastos do próprio governo, Dotações no SIGA Brasil, Relatório de Avaliação e Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre (portanto, até agosto) e do Banco Central chegou à conclusão de que o estouro no caixa em 2026 e o que vai estourar em 2027 somam R$ 186 bilhões.

Quanto devemos

Portanto, se o presidente chamasse sua equipe e perguntasse o custo da eleição nesse e no primeiro ano do novo mandato, seria esse número. Porém, tem um “fiado” que Lula comprou que, segundo o IFI, chega a mais de R$ 134,2 bilhões, que é a conta do que continuará em 2028, 2029 e 2030. Portanto, em todo o novo período de governo.

Um “pendura” de R$ 320 bilhões fora o custo do subsídio dos juros contidos no programa Novos Indústria Brasil (NIB) que até o final do ano deve aportar nas empresas mais R$ 140 bilhões assusta qualquer pessoa minimamente preocupada com as contas públicas. A contribuição do IFI é interessante porque foi feita com dados públicos de documentos oficiais, o que não dá margem para contestação.

Estouro real

Está escrito que este ano, o estouro real deve ser de R$ 50,2 bilhões, com os gastos de R$ 36,2 bilhões com o subsídio aos combustíveis; R$ 6 bilhões de aportes a fundos garantidores; R$ 5,8 bilhões do reajuste do Bolsa Família e R$ 2,8 bilhões em renúncias fiscais.

Tem mais R$ 78,5 bilhões. Foram os R$ 30 bilhões do Move Brasil I, R$ 14,5 bilhões do Move Brasil II, R$ 12 bilhões do Brasil Soberano e mais R$ 22 bilhões de programas como Desenrola Adimplentes, FIES, empréstimo às companhias aéreas, mais R$ 1 bilhão para capital de giro das aéreas e R$ 9 bilhões para projetos de desenvolvimento tecnológico.

Fachada do Banco Central do Brasil – Divulgação

Sem efeito

Difícil imaginar se R$ 1 bilhão para capital de giro na TAM, GOL e Azul tem algum efeito na ponta. Mas arrancar além desse valor mais R$ 4 bilhões de recursos públicos mostra o poder de pressão delas. Então, somando tudo, chegasse a um estouro de R$ 129,2 bilhões. Esse é o exato valor do problema ou do que custou a eleição de Lula.

Mas o problema é que, no calor da emoção, o Lula entendeu de fazer um “fiado” para o novo governo e contratou mais R$ 56,7 bilhões para 2027. O reajuste do Bolsa Família agregou mais R$ 23,4 bilhões ao orçamento do programa em 2027. Lembra das canetas emagrecedoras do SUS, do Desenrolar 3 e do Pé de Meia Universitário? Eles vão custar R$ 18,9 bilhões.

Débito futuro

Porém, a conta prossegue com o perdão do MEI e do PIX MEI e a renegociação das dívidas dos MEIs, que somam R$ 4,5 bilhões. Elas serão somadas aos R$ 5,2 bilhões que o governo vai deixar de arrecadar com as Bets e com o atraso do Imposto Seletivo da Reforma Tributária, que vai ficar para 2028.

O problema é que benefícios como o perdão das dívidas do MEI, o novo PIX MEI e os novos benefícios terão que ser incorporados aos orçamentos de 2028, 2029 e 2030. Eles terão que incluir valores de R$ 45,1 bilhões. Ou seja: o novo governo tem um “fiado” de R$ 134 bilhões.

Poder de pagar

O governo tem como pagar? Não! Vai ter que ter e, se não tiver, tem que sacar no cheque especial da Secretaria do Tesouro Nacional emitindo mais títulos públicos como as famosas LFT, LTN e NTN-B (títulos remunerados pelo IPCA).

Essa é uma coisa de que as pessoas não se dão conta. Quando o governo gasta mais, tem que ir ao mercado financeiro e tomar dinheiro emprestado.

Credibilidade

Quando o governo vai bem, os bancos imploram para emprestar, baixam os juros, aceitam receber títulos de mais de cinco anos e disputam os empréstimos nos leilões.
Quando o governo está encalacrado como o atual, o banco faz beicinho, diz que não aceita a taxa, quer um título com prazo de dois anos. E como o governo tem que pagar os compromissos, aceita o desaforo.

Juros na alta

O problema é que no governo Lula 3 vem aceitando desaforo do banco a ponto de ter aumentado o tamanho da dívida pública em mais 10,2 pontos percentuais até agora. Ela chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, somando cerca de R$ 11,1 trilhões, segundo dados do Banco Central.

Um país como o Brasil dever R$ 11,1 trilhões; com a economia que tem, não seria motivo de grandes preocupações. O problema é o prazo de pagamento dos títulos que ele emite. O diabo é que hoje, 16,75% vencem em 12 meses, mais 16,59% em 24 meses e outros 15,69% em 36 meses.

Cheque especial

Ou seja, o Brasil está no cheque especial. Na verdade, apenas 25,90% de nossa dívida tem prazo de mais de cinco anos. Quando se compara com países equilibrados (a Áustria emitiu um título com prazo de 100 anos e o Japão com 40 anos em média), os prazos são de 10, 15 e até 20 anos, com o banco pedindo “pelo amor de Deus” que o governo venda títulos públicos.

E como tudo o que é ruim pode piorar, no Brasil o banco quer saber quanto vai ganhar. Em agosto, 40,71% dos títulos eram remunerados com taxa prefixada e apenas 33,13% com taxa flutuante. Ou seja, se os juros baixarem, o governo não se beneficia porque teve que aceitar um título que o credor (que negociou com juros altos) vai receber com base num juro alto.

Mal humor grande

A razão da reclamação dos analistas e economistas é que o Governo Lula “peita” o mercado no discurso e não conversa sobre ajustar as despesas. E essa angústia chegou a um nível tal que quando Flávio Bolsonaro prometeu cortar as despesas, o mercado apostou tudo nele.

Hoje se sabe que ele dificilmente faria grandes cortes. Porém, ele tinha “boa vontade” do mercado, que, quando ele venceu no primeiro turno, baixou a taxa de juros futuros em 2%. O problema é que a conversa não se sustentava e ele acabou prometendo quase tudo o que Lula havia prometido de benesses; feitas as contas, Flávio ficou igual, sem ter o repertório de Lula.

Então, quando ele “deu lavrando” e se mandou para os Estados Unidos, o mercado ficou ainda mais frustrado com a estúpida aposta nele e exige um ajuste antes do Natal que dificilmente Lula anunciará.

Importação de insumos para indústria. – Divulgação

Números da indústria

A participação de bens estrangeiros no mercado brasileiro voltou a bater recorde e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2003, de acordo com o estudo Coeficientes de Abertura Comercial (CAC), divulgado pela CNI nesta quarta-feira (28).

Em 2025, o coeficiente de penetração das importações alcançou 28,3%, um aumento de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao ano anterior. O levantamento também destaca o recorde no uso de insumos importados pela indústria brasileira e o aumento da parcela da produção industrial destinada ao mercado externo.

O ganho de espaço dos importados ocorreu em um cenário de estabilidade na produção da indústria nacional e de menor dinamismo na procura interna. A proporção de insumos industriais importados usados pelas fábricas brasileiras também atingiu recorde em 2025 e chegou a 25,8%. Esse é o segundo ano consecutivo em que o indicador bate recorde, após também ter atingido nível inédito em 2024. Muito ruim.

Feira do Morar Bem em Caruaru. – Divulgação

Imóveis de Caruaru

Começa hoje em Caruaru a Feira de Imóveis de Caruaru,que vai até 1º de novembro, na Estação Ferroviária. O evento reunirá 19 construtoras e imobiliárias e contará com um estande do Governo do Estado para orientar o público sobre o programa, que já soma 6.529 aprovações no município.

O Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida será um dos destaques. Em Caruaru, das 8.679 unidades habitacionais disponibilizadas na modalidade, 2.147 ainda estão disponíveis, distribuídas em 58 empreendimentos. Com mais de 29 mil famílias aprovadas, o Morar Bem Pernambuco tem recursos garantidos para 2027.

Infratores ambientais

Um levantamento do Greenpeace Brasil sobre o primeiro turno das Eleições de 2026 mostra que foram eleitos 38 representantes com alguma autuação do Ibama. Juntos, eles receberam 78 infrações que somam R$ 102,2 milhões.

A maior parte dos 38 infratores ambientais eleitos está nas assembleias estaduais: são 20 deputados estaduais (52,6%), com 50 infrações registradas ao todo; 2 para vice-governador e 1 para governador, com 1 infração cada.

Na Câmara dos Deputados, são 10 parlamentares, com 16 infrações. No Senado, foram eleitos 6 infratores ambientais, incluindo suplentes, com 10 infrações ao todo. Quanto aos partidos, o Partido Liberal (PL) lidera a lista, com 9 eleitos infratores ambientais.

Empresas hoje no Simples Nacional poderão duplicar faturamento – Divulgação

Simples Nacional

Mais de 270 mil pedidos de opção pelo Simples Nacional para 2027 foram indeferidos pela Receita Federal, segundo balanço divulgado. Ao todo, o órgão recebeu 469.498 solicitações, das quais 199.161 foram deferidas e 270.337 ainda apresentam pendências que impedem o enquadramento.

As empresas nessa situação têm até 30 de outubro para regularizar os problemas apontados e tentar garantir a entrada ou o retorno ao regime a partir de janeiro.O número chama a atenção porque há mais pedidos indeferidos do que aprovados.

Segundo a Receita, as solicitações com pendências ainda podem ser regularizadas dentro do prazo legal. O prazo para solicitar a opção pelo Simples terminou em 15 de outubro.O impacto, porém, vai além da forma de recolher impostos. Empresas que montaram orçamento, preços e projeções para 2027 considerando o Simples podem ter de rever essas contas caso não consigam concluir o enquadramento.

Senai Pernambuco oferece vagas para cursos gratuitos; matrículas neste sábado, 6 – DIVULGAÇÃO

Via SENAI

O Via SENAI, plataforma de empregabilidade do SENAI Pernambuco, contabilizou, entre 2020 e 2026, mais de 13 mil vagas divulgadas, 100 mil candidaturas, 22 mil currículos cadastrados e 2 mil empresas participantes. A ferramenta ganha novas funcionalidades, como agendamento de entrevistas pelo aplicativo e acesso das empresas ao banco de currículos. As melhorias atendem a demandas das próprias organizações para facilitar o recrutamento e a seleção de profissionais.

Comprar comida

Levantamento revela que 59% dos consumidores apontam despesas com alimentação entre as que mais comprometem o orçamento; a terceira e quarta semanas do mês são as mais difíceis para 41% dos entrevistados. Quando o dinheiro pode não ser suficiente, 29% reduzem gastos não essenciais e 22% buscam renda extra;75% dos entrevistados afirmam planejar os gastos antes do início do mês frequentemente. Os gastos essenciais estão entre os principais desafios para fazer o dinheiro durar até o fim do mês.

Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revela que alimentação e supermercado estão entre as despesas que mais pesam no orçamento para 59% dos brasileiros, seguidas por moradia, aluguel ou financiamento (40%) e contas da casa (32%). Nesse cenário, 41% dos entrevistados apontam a terceira e a quarta semana como os períodos mais difíceis para equilibrar as finanças, enquanto 13% afirmam enfrentar dificuldades durante todo o mês.

Gestão

A Associação Geral da Reserva do Paiva prevê encerrar 2026 investindo aproximadamente R$ 6 milhões no bairro, único planalto de Pernambuco. Os recursos vão para a operação e a zeladoria do lugar, incluindo manutenção, segurança, monitoramento e serviços essenciais.

 

 

 

Fonte: Clique aqui

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