O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, afirmou em um áudio divulgado pela revista Veja que recursos destinados ao documentário Lula, dirigido pelo cineasta Oliver Stone, teriam sido repassados de forma irregular. Na gravação, ele compara o financiamento da produção sobre o presidente Lula da Silva (PT) ao patrocínio do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Só que o do Lula foi por fora, foi errado. O do Flávio não foi porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”, diz o homem identificado como Vorcaro na gravação, em referência também ao filme relacionado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Segundo a reportagem da Veja, Vorcaro teria relatado o pagamento de aproximadamente R$ 30 milhões em dinheiro vivo para despesas do documentário, além de outros repasses ao Instituto Lula. As declarações fariam parte de relatos e documentos apresentados durante tratativas de colaboração com autoridades.
A publicação também aponta uma suposta negociação com integrantes do PT para facilitar o acesso do Banco Master a fundos de previdência ligados a instituições públicas. Entre os nomes citados está João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido. De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, a negociação envolveria pagamentos e uma possível cobrança de percentual sobre os recursos captados.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) não deu prosseguimento à apuração relatada pela revista por considerar insuficientes as provas disponíveis, uma vez que os pagamentos mencionados teriam ocorrido em espécie. A defesa de Vorcaro afirmou, segundo a publicação, que existiriam mensagens, registros de saques e informações sobre o transporte dos valores.

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