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Ministro do TSE marca data para caso de vídeo de Bolsonaro

CAMPANHA COMBATE Á DENGUE E ÁRBOVIROSES

Nunes Marques em agosto de 2025. O ministro será presidente do TSE na eleição 2026, após o término do mandato de Cármen LúciaFoto: Fellipe Sampaio/STF

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kássio Nunes Marques, marcou para a quinta-feira (13) uma reunião interna com integrantes da Corte para discutir o vídeo produzido com IA (Inteligência Artificial) que simulou um discurso do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

A análise deverá definir se o material divulgado poderá ser classificado como deepfake.

Ministro do TSE quer entendimento sobre inteligência artificial

O magistrado pretende utilizar o caso envolvendo o vídeo de Bolsonaro para estabelecer um precedente, isto é, uma decisão que possa orientar julgamentos futuros sobre materiais produzidos com inteligência artificial durante a campanha eleitoral.

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Ministro do TSE marca reunião para definir se vídeo de Bolsonaro com IA é deepfake – Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A reunião, divulgada pelo portal Poder360, deve ocorrer logo depois da sessão plenária de quinta-feira.

O processo está sob a relatoria de Nunes Marques, ao lado dos ministros André Mendonça e Estela Aranha, ele integra o grupo responsável pela análise das ações relacionadas à propaganda eleitoral irregular, conhecidos como ‘juízes da propaganda’.

PT questiona vídeo usado na campanha

A discussão teve origem em uma ação apresentada pelo PT contra o vídeo exibido no evento de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro. Na gravação, a tecnologia de inteligência artificial foi utilizada para reproduzir a imagem e a voz de Jair Bolsonaro como se ele estivesse realizando um pronunciamento.

Jair Bolsonaro participa de evento que oficializa candidatura do filho Flávio à presidência da República com vídeo feito com Inteligência ArtificialFoto: André Groh/ND Mais

O partido sustenta que o conteúdo altera a imagem e a voz do ex-presidente e, por isso, deveria ser enquadrado como “deepfake”. De acordo com as informações apresentadas no processo, esse tipo de material é proibido pela Resolução 23.732 de 2024 do TSE.

A norma estabelece a proibição do uso de deepfake tanto para produzir conteúdo negativo quanto positivo relacionado a candidatos. Ao mesmo tempo, as regras eleitorais que serão aplicadas em 2026 permitem o uso de inteligência artificial em campanhas positivas.

É justamente essa diferença que coloca o caso no centro da discussão: a Corte terá de avaliar se o material apresentado no evento ultrapassou o limite estabelecido para o emprego da tecnologia.

Caso também chegou ao STF

A discussão não está restrita ao Tribunal Superior Eleitoral. O PT também levou o caso ao STF (Supremo Tribunal Federal), onde acionou o ministro Alexandre de Moraes.

Ministro do TSE, Kássio Nunes Marques, define data para avaliar se vídeo de Bolsonaro com IA é deepfakeFoto: Montagem feita com imagens do STF e das redes sociais/ND Mais

A legenda argumentou que poderia haver descumprimento de uma determinação judicial que impede Jair Bolsonaro de realizar manifestos políticos em suas próprias redes sociais ou por meio de terceiros.

A defesa do ex-presidente, por sua vez, afirmou que não tinha conhecimento prévio de que o vídeo produzido com inteligência artificial seria elaborado e apresentado durante o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Diante da questão, Moraes acionou a PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) para verificar a existência de eventual irregularidade eleitoral.


Fonte: Clique aqui

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