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Daniella Marques ganha força para ministério social

Daniella Marques é cotada para assumir ministério da área social em um possível governo de Flávio BolsonaroFoto: Instagram/Reprodução/ND Mais

A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e uma das principais coordenadoras da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), é cotada para assumir um ministério na área social caso o candidato vença as eleições presidenciais. A possibilidade é discutida nos bastidores da campanha e representa uma mudança em relação às especulações iniciais de que ela poderia ocupar a área econômica.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a pasta em estudo teria um escopo ampliado e poderia incorporar também políticas voltadas às mulheres. A proposta ainda está em discussão, mas integrantes da campanha afirmam que Daniella passou a concentrar esforços na formulação de iniciativas sociais, deixando o dia a dia da agenda econômica sob responsabilidade do ex-ministro Adolfo Sachsida.

Nos bastidores, Daniella teria manifestado interesse em comandar a área social, classificando a missão como um desafio. Entre as ideias defendidas por ela está a criação de um fundo formado por ativos da União, como imóveis, créditos da dívida ativa e outros recebíveis, para financiar programas sociais, enfrentar o endividamento das famílias e ampliar a inclusão da população de baixa renda.

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A campanha, porém, evita confirmar nomes para um eventual ministério antes da eleição. A avaliação de aliados é que antecipar indicações poderia provocar desgastes públicos e disputas internas, além de desviar o foco da reta final da campanha.

Daniella Marques foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair BolsonaroFoto: YouTube/Reprodução/ND Mais

Quem é Daniella Marques

Formada em Administração pela PUC-Rio e com MBA em Finanças pelo Ibmec, Daniella Marques construiu carreira no mercado financeiro antes de ingressar no governo Jair Bolsonaro. Ela trabalhou ao lado do ex-ministro Paulo Guedes e participou da articulação de propostas econômicas, como a reforma da Previdência e a PEC dos Precatórios. Em 2022, assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal, onde lançou o programa Caixa pra Elas, voltado ao atendimento e à autonomia financeira das mulheres.

Após deixar o governo, retornou ao setor privado e, nas eleições de 2026, passou a coordenar a elaboração das propostas econômicas da campanha de Flávio Bolsonaro. Atualmente, divide essa tarefa com Adolfo Sachsida e um grupo formado por ex-integrantes do governo Bolsonaro, acadêmicos e profissionais do mercado financeiro.


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