Cerca de 1,8 mil pessoas se uniram para puxar com cordas a torre principal do Castelo de Hirosaki, no norte do Japão. A ação faz parte do processo que devolverá a construção ao local original após anos de obras de conservação.
A movimentação ocorreu nos dias 22 e 23 de agosto, com grupos de participantes puxando a estrutura aos poucos. O método permite deslocar a construção inteira sem desmontá-la e reproduz a técnica usada quando a torre foi retirada do local, em 2015.
Castelo de Hirosaki é movido com cordas e roletes
A torre do castelo fica na província de Aomori, no norte da ilha de Honshu. Segundo a prefeitura de Hirosaki, a estrutura é um importante patrimônio cultural designado pelo governo japonês e foi colocada sobre uma estrutura de deslocamento para permitir o retorno ao antigo local.
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A técnica utilizada é chamada de hikiya, método tradicional japonês de transferência de construções inteiras. Em vez de desmontar a torre, os trabalhadores a movimentam sobre trilhos e roletes, enquanto os participantes puxam cordas presas à estrutura.
Na ação realizada em agosto, cerca de 1,8 mil pessoas participaram dos grupos de puxada. A prefeitura de Hirosaki havia aberto inscrições para a experiência, que fazia parte do evento “Hippare! Keppare! Hirosaki Castle”, realizado entre 21 a 28 de agosto.
A participação popular representa uma parte simbólica do processo. O retorno completo da torre ao ponto original envolve outras etapas de engenharia e deve ser concluído ao longo de 2026.
Muralha recebeu 2.185 pedras durante a reconstrução
A torre foi retirada de sua posição original em 2015 para permitir a reconstrução da muralha de pedra que sustenta a área do castelo. De acordo com a prefeitura de Hirosaki, o trabalho começou após estudos que apontaram riscos associados à estrutura, que havia sido afetada pelo terremoto do Mar do Japão de 1983.
A reconstrução da muralha foi concluída em 19 de dezembro de 2024, quando a última pedra foi recolocada. Ao todo, 2.185 pedras foram desmontadas e depois reposicionadas durante o trabalho.
Depois da conclusão dessa etapa, a cidade iniciou o processo inverso: devolver a torre à base original. A prefeitura ainda informa que o projeto prevê um deslocamento total de aproximadamente 78 metros.
A operação atual também recupera o método utilizado em 2015. Naquela ocasião, a torre foi levada para a região central do recinto sem ser desmontada. A primeira movimentação ocorreu entre agosto e outubro daquele ano.
Torre passará por reforço antes de voltar a receber visitantes
O retorno ao ponto original não representa o fim da obra. A prefeitura também realiza um projeto de reforço sísmico da base, com quatro estacas de fundação com 35 metros de comprimento e uma estrutura destinada a distribuir o peso da torre sem transferi-lo diretamente para a muralha.
Depois da movimentação, a construção ainda passará por trabalhos de conservação. A visitação interna está suspensa desde novembro de 2025 e permanecerá fechada durante o período de movimentação, reforço sísmico e restauração, com previsão de conclusão no ano fiscal de 2032.
Mesmo durante as obras, a parte externa da torre pode ser observada. A estrutura permanecerá visível até o outono de 2028, quando uma cobertura será instalada para a etapa seguinte da restauração.
Assim, o esforço de centenas de pessoas não é apenas uma atração para visitantes. A movimentação faz parte de uma obra de conservação que começou há mais de uma década e agora coloca o Castelo de Hirosaki novamente no caminho de sua base original.


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