A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) registrou neste sábado (15) sua candidatura ao Senado Federal, pouco mais de duas horas antes do fim do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas. Esta será a primeira vez que Michelle disputa um cargo público.
A candidatura ocorre após um período de incertezas dentro do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O nome de Michelle chegou a ser colocado em dúvida depois da exposição de atritos com o enteado, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
O episódio culminou na saída de Michelle da presidência do PL Mulher. Apesar do desgaste, a ex-primeira-dama confirmou a candidatura ao Senado.
Michelle terá irmão como suplente
Michelle Bolsonaro vai disputar a eleição com o número 222. Caso seja eleita, terá o irmão, Diego Torres, como primeiro suplente.
Torres foi assessor especial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cargo que deixou em novembro de 2025 para se dedicar à campanha da irmã.
A composição da chapa reforça a presença de integrantes da família Bolsonaro na disputa eleitoral de 2026.
Patrimônio declarado por Michelle Bolsonaro
No registro apresentado à Justiça Eleitoral, Michelle declarou patrimônio de R$ 4,4 milhões.
A maior parte do valor está concentrada em uma aplicação financeira de R$ 4,1 milhões. Ela também declarou outra aplicação de R$ 300 mil e um Volkswagen Fusca avaliado em R$ 30 mil.
O veículo já havia ganhado destaque anteriormente. Em setembro de 2025, Michelle afirmou nas redes sociais que o Fusca havia sido revistado antes de ser levado a uma oficina. Segundo ela, o objetivo seria verificar se Jair Bolsonaro estava dentro do carro.
Limite de gastos
De acordo com as regras eleitorais, Michelle Bolsonaro poderá gastar até R$ 3,8 milhões durante a campanha ao Senado.
O registro oficializa a entrada da ex-primeira-dama na disputa eleitoral de 2026, após semanas marcadas por dúvidas sobre seu futuro político e pela crise envolvendo integrantes da família Bolsonaro.
*Com informações de CNN Brasil

COMMENTS