Com diferentes registros do movimento do balé, exposição “Degas/Borges” também reúne obras da fotógrafa Sofia Borges na Pinacoteca do Instituto
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O MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) chegou ao Instituto Ricardo Brennand, na Várzea, nesta sexta-feira (25) com uma mostra inédita que apresenta um conjunto de obras do francês Edgar Degas, um dos grandes nomes da história da arte e figura central do Impressionismo.
Em “Degas/Borges”, 40 obras de Edgar dialogam com fotografias da artista paulista Sofia Borges, que expõe um novo olhar em registros do movimento.
A curadoria é do MASP, assinada por Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, e a apresentação local é de Beth da Matta, artista visual, curadora e gestora cultural com trajetória dedicada às artes visuais e ao fortalecimento da produção contemporânea no Nordeste.
Degas e o universo das bailarinas
“Bailarina de catorze anos” foi criada por Degas no século XIX – Pedro Melo/Divulgação
A exposição coloca em cena obras com mais de 100 anos de diferença para que o público observe a arte sob novas perspectivas.
De um lado, esculturas de bronze como “Bailarina de catorze anos”, feitas por Degas no século XIX, revelam o olhar sobre as bailarinas em Paris na época.
Figura central do Impressionismo, o francês é conhecido por suas representações de bailarinas e investigação do corpo e do movimento. Sua produção teve papel fundamental na renovação da pintura e da escultura e influenciou a arte moderna.
Símbolos da graciosidade e da delicadeza na contemporaneidade, as profissionais já foram mulheres objetificadas e exploradas.
Prelúdio para a dança
Sofia Borges usa as esculturas de Degas como objeto de observação em suas fotografias – Pedro Melo/Divulgação
Do outro lado, Sofia Borges usa as esculturas de Degas como objeto de observação em fotografias que exploram detalhes, volumes, músculos, olhos, gestos e fragmentos que muitas vezes passam despercebidos diante da obra original.
Além de criar novas possibilidades de percepção e investigação, a paulista cria ensaios para a escultura, em um prelúdio – e um convite – para a dança.
“Mais do que colocar artistas de épocas distintas em diálogo, a exposição propõe uma reflexão sobre a própria história da arte e sobre a necessidade de revisitar seus cânones a partir das questões do presente”, explica Beth da Matta, no texto curatorial.
Do bronze à fotografia, a exposição atravessa a contemplação e leva à reflexão sobre a construção histórica, política e cultural do papel das mulheres na sociedade.
“Não se trata de julgar o passado com os valores de hoje, mas de reconhecer que as obras permanecem vivas porque continuam produzindo sentidos e porque cada época formula novas perguntas a elas”, finaliza Beth da Matta.
Arte, tempo e novos sentidos
Mostra apresenta um diálogo entre o contemporâneo e o clássico – Pedro Melo/Divulgação
Diretora do Instituto Ricardo Brennand, Nara Galvão destaca que “Degas/Borges nos convida a olhar, olhar novamente e perceber que toda obra pode produzir novos sentidos quando colocada em relação com outros tempos, outros corpos e outros olhares”.
A exposição segue em cartaz na Pinacoteca do Instituto Ricardo Brennand até 10 de janeiro de 2027. A visitação acontece de terça a quarta-feira, das 13h às 17h, e de quinta-feira a domingo, das 10h às 17h.
A mostra é apresentada pelo Bradesco, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio de Bradesco e Cimento Nacional.
Serviço
Exposição “Degas/Borges”
Data: até 10 de janeiro de 2027
Local: Pinacoteca do Instituto Ricardo Brennand – R. Mário Campelo, 700, Várzea, Recife
Visitação: terça e quarta, das 13h às 17h; quinta a domingo, das 10h às 17h
Ingressos: a partir de R$30

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