Uma travessia que hoje é feita por balsas passará a ser realizada por rodovia quando ficar pronta a Ponte Salvador–Ilha de Itaparica.
O empreendimento, lançado oficialmente em 1º de julho, receberá investimento de R$ 11 bilhões e dará origem à maior ponte sobre o mar da América Latina. A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento em até duas horas entre Salvador e o Baixo Sul da Bahia.
A nova ligação também deve mudar a logística do estado. Segundo o Governo da Bahia, caminhões que transportam mercadorias do oeste baiano deixarão de percorrer até 200 km. A estimativa é de que aproximadamente 10 milhões de moradores de cerca de 250 municípios sejam beneficiados pela obra.
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Estrutura da maior ponte da América do Sul
O Sistema Ponte Salvador–Ilha de Itaparica não será formado apenas pela travessia sobre a Baía de Todos-os-Santos. O projeto inclui uma ponte de quatro faixas com 12,4 km de extensão, novos acessos em Salvador, uma via expressa de 22 km na Ilha de Itaparica e a ampliação de um trecho da BA-001 entre Tairu e a Ponte do Funil.
No trecho central, a estrutura será estaiada. Serão 682 metros de extensão e um vão livre de 85 metros de altura, permitindo a passagem de grandes embarcações sem interromper as atividades portuárias.
Investimento e geração de empregos
A construção deve criar aproximadamente 7 mil empregos. Quando entrar em operação, a previsão é de circulação diária de cerca de 28 mil veículos.
De acordo com o secretário extraordinário do Sistema Rodoviário Ocidental, Mateus da Cunha Dias, o projeto poderá movimentar cerca de R$ 40 bilhões na economia regional. O governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA) afirmou que a nova ligação reduzirá custos logísticos ao encurtar as rotas do transporte de cargas.
Durante o lançamento da obra, o presidente Lula (PT) destacou que o empreendimento reúne ganhos em emprego, renda, mobilidade, turismo e parceria com a iniciativa privada.
Participação chinesa
O projeto será executado por meio de uma parceria público-privada entre o Governo da Bahia e a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica. O consórcio reúne as empresas chinesas China Communications Construction Company (CCCC) e China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC).
Segundo as informações do projeto, a participação chinesa corresponde a 47% do investimento, além do fornecimento de engenharia para a construção.

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