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Lulinha processa vice de Flávio Bolsonaro por vídeo

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, acionou a Justiça contra o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, por causa de um vídeo produzido com recursos de inteligência artificial. Segundo a defesa, a publicação associa a imagem do filho do presidente Lula da Silva (PT) a práticas criminosas sem comprovação.

A ação foi protocolada na Justiça de São Paulo e inclui pedido de R$ 10 mil por danos morais, além da retirada do conteúdo das redes sociais e da proibição de novas publicações semelhantes.

Vídeo chama Lulinha de “estrela da corrupção”

De acordo com o advogado Marcelo Pacheco, que representa Lulinha, o material utiliza imagens reais combinadas com recursos digitais para criar uma narrativa que relaciona Fábio Luís a corrupção, tráfico de influência e desvios de recursos de aposentados e pensionistas do INSS.

A defesa afirma que o vídeo utiliza informações e imagens fora de contexto e que a tecnologia de inteligência artificial aumenta a aparência de realidade das acusações. Os advogados também contestam a afirmação de que “eles roubaram”, utilizada na produção.

Três políticos foram acionados

A ação contra Alfredo Gaspar é a terceira apresentada por Lulinha contra políticos por conteúdos relacionados à sua imagem. Os outros dois processos têm como alvos Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.

Processos apresentados por Lulinha:

Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), vídeo que apresenta Lulinha como “estrela da corrupção” e utiliza inteligência artificial;
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vídeo intitulado “Missão localizar Lulinha”, relacionado às investigações sobre fraudes no INSS; Romeu Zema (Novo-MG), vídeos chamados “Os Intocáveis” e “A casa caiu”, com animações e montagens envolvendo Fábio Luís.

No processo envolvendo Flávio, a defesa questiona uma produção que combina uma fotografia real de Lulinha com elementos digitais e o insere em uma narrativa sobre o suposto desvio de recursos de beneficiários do INSS.

Defesa diz que crítica política não é o alvo

Os advogados de Lulinha afirmam que os processos não pretendem impedir críticas políticas, sátiras, humor ou caricaturas. A argumentação é de que existe uma diferença entre manifestação política e conteúdo que atribua diretamente a uma pessoa a prática de crimes sem comprovação.

A defesa sustenta ainda que o uso de inteligência artificial pode criar cenas, falas e situações que nunca aconteceram, mas que podem ser interpretadas pelo público como fatos reais.

Lulinha é investigado pela PF

O caso ocorre em meio a investigações da Polícia Federal envolvendo Lulinha. Segundo informações divulgadas pelo UOL, ele é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal relacionados a suspeitas de tráfico de influência. As investigações não significam condenação, e a defesa nega irregularidades.

O próprio presidente Lula afirmou recentemente que não interfere nas investigações e que o filho deve responder caso sejam comprovadas irregularidades.

Pedidos na Justiça

Entre as principais medidas solicitadas pela defesa estão:

  1. retirada dos vídeos das redes sociais;
  2. proibição de novas publicações semelhantes;
  3. responsabilização pelos danos alegados;
  4. fornecimento de informações sobre a circulação dos conteúdos, conforme pedido em uma das ações.

O episódio acrescenta mais um capítulo à disputa política envolvendo o caso Lulinha, as investigações sobre o INSS e o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026.

Fonte: Clique aqui

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