O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu o rombo enfrentado pelos Correios e rejeitou a possibilidade de privatização da estatal durante a sabatina desta quinta-feira (27).
Lula reconheceu que a empresa atravessa uma crise e afirmou que parte dos problemas está relacionada à falta de adaptação às mudanças no mercado de entregas.
Lula admite crise e aponta falta de adaptação dos Correios
Segundo o presidente, os Correios não acompanharam a transformação do setor diante do crescimento de empresas privadas especializadas em entregas.
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“A crise do Correio é que ele nunca se adaptou aos novos tempos”, afirmou Lula.
O presidente destacou ainda a importância da estatal para o país, principalmente pela presença dos Correios em todos os municípios brasileiros.
“O Correio é uma empresa muito importante pro Brasil. Porque ali está em todos os municípios brasileiros”, declarou.
Promessa de recuperação
Lula afirmou que os Correios estão sob uma nova administração, que terá a responsabilidade de avaliar as medidas necessárias para recuperar a empresa.
O presidente também defendeu a possibilidade de associações com outras empresas como parte da estratégia para enfrentar a crise. Segundo ele, a estatal poderá trabalhar em conjunto com empresas privadas para prestar serviços.
“Vai sair dessa crise, vai sair desse rombo, vai sair dessa dívida”, afirmou.
Crise dos Correios envolve prejuízos e reestruturação
O cenário financeiro dos Correios ajuda a dimensionar o desafio mencionado por Lula. Segundo informações já publicadas pelo ND Mais, a estatal registrou prejuízo de R$ 4,37 bilhões nos dois primeiros semestres de 2025.
A crise também levou a empresa a adotar medidas de reestruturação. Em 2026, os Correios avançaram com desligamentos de funcionários e programas de demissão voluntária, dentro de um processo para reduzir custos e reorganizar a operação.
A estatal também anunciou o fechamento de até mil agências como parte das medidas para enfrentar a situação financeira.
Lula rejeita privatização dos Correios
Apesar de reconhecer as dificuldades financeiras, o presidente descartou a possibilidade de vender a estatal.
“Não considero vender. Eu considero recuperar”, afirmou durante a sabatina desta quinta-feira.


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