A enquadrada da semana partiu direto do Palácio de Ondina. Pressionado pela queda nos índices de aprovação e incomodado com auxiliares divididos entre a gestão e seus projetos eleitorais, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) decidiu jogar duro e impor um ultimato aos secretários que já se movimentam para disputar as eleições de 2026.
O recado foi claro e sem rodeios. Quem pretende ser candidato terá de deixar o cargo até, no máximo, o início de janeiro. A avaliação interna é de que não há mais espaço para secretários que governam com um olho no gabinete e outro no palanque, comprometendo desempenho e resultados da gestão.
A expectativa no próprio governo é de que até dez titulares de pastas e ocupantes de funções estratégicas entreguem seus cargos nas próximas semanas. Oficialmente, o discurso é de que a saída permitirá aos pré-candidatos mais tempo para organizar suas campanhas. Nos bastidores, porém, o movimento é visto como tentativa de reorganizar o governo, reduzir ruídos e conter o desgaste político.
A decisão abre caminho para uma ampla reformulação administrativa. A chamada dança das cadeiras deve ganhar força já em janeiro, com trocas que buscam tentar imprimir novo ritmo à gestão e sinalizar comando firme do governador sobre sua equipe.
O gesto também funciona como aviso aos que insistem em permanecer no cargo sem entregar resultados. A mensagem do Palácio de Ondina é direta, ou governa de corpo inteiro ou abre espaço. O clima é de cobrança máxima, e a paciência, segundo aliados, chegou ao limite.
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