A vítima, de 36 anos, chegou a ser levada à unidade hospitalar no município, onde o suspeito pelo crime alegou que a esposa teria cometido suicídio
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Mais uma mulher foi vítima de feminicídio no estado de Pernambuco. Na última sexta-feira (27), a vítima, identificada como Tailana Moura da Silva, teria sido morta pelo seu companheiro, José Diogo de Mates, principal suspeito, no município de Araçoiaba, no Grande Recife.
De acordo com a Polícia, Tailana, de 36 anos, teria sido levada – já sem vida – a Unidade Mista de Araçoiaba pelo suspeito. No local, ele informou a equipe médica que ela teria cometido suicídio. Entretanto, como foi constatado que a vítima apresentava sinais de estrangulamento, o agressor foi preso em flagrante e vai responder pelo crime de feminicídio.
Em nota, a Prefeitura de Araçoiaba lamentou o crime bárbaro. “Lamentamos profundamente a morte de Tailana em nosso município. O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes, que apuram as circunstâncias do ocorrido. A Secretaria da Mulher reafirma seu compromisso com a defesa da vida das mulheres e o enfrentamento a todas as formas de violência de gênero. Reforçamos a confiança no trabalho das autoridades responsáveis”, dizia o comunicado da gestão municipal.
Ainda segundo informações preliminares, Tailana Moura da Silva seria natural do estado do Piauí e teria sido estrangulada pelo companheiro, que conheceu nas redes sociais, com o cabo de um carregador de celular. “Até o momento, não há confirmação oficial sobre a tipificação do crime, motivo pelo qual aguardamos a conclusão das investigações com responsabilidade e respeito”, informava a nota da Prefeitura de Araçoiaba.
Brasil atinge recorde de feminicídios em 2025: quatro mortes por dia
O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, ano em que a sanção da Lei do Feminicídio completou dez anos.
Na ocasião, a norma inseriu no Código Penal o crime de homicídio contra mulheres no contexto de violência doméstica e de discriminação. Os dados são do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido recorde, com 1.458 vítimas. “Se [a alta de casos] está acontecendo, isso é uma omissão do Estado, porque esse é um crime evitável”, afirmou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).


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