A Justiça de São Paulo condenou a 86 anos e 8 meses de prisão, em regime inicial fechado, um homem acusado de abusar sexualmente de três sobrinhas na cidade de Itapeva.
A sentença, proferida em julho deste ano a partir de uma denúncia do MPSP (Ministério Público de São Paulo), também determinou o pagamento de R$ 50 mil a cada uma das vítimas como reparação por danos morais.
Os crimes ocorreram entre os anos de 2010 e 2015. Na época do início dos abusos, as vítimas tinham idades entre 5 e 15 anos.
Entre no grupo
Condenado se aproveitava da casa da avó materna para abusar das crianças
Segundo a Promotoria, o agressor morava na mesma casa que a avó materna das meninas e se aproveitava do convívio familiar e da relação de parentesco para cometer os estupros.
A pedido do promotor Pedro Rafael Nogueira Guimarães, o agravante do parentesco foi reconhecido pelo Judiciário na fixação da pena.
Vítimas sofreram com sequelas psicológicas
Para garantir o silêncio e a submissão das sobrinhas, o homem utilizava violência física e psicológica.
Os relatos apontam que ele agredia as vítimas com socos e beliscões, além de fazer ameaças de morte constantes tanto contra elas quanto contra as mães das meninas.
De acordo com o MPSP, os cinco anos de violência deixaram marcas profundas. Relatórios técnicos anexados ao processo comprovaram que os abusos causaram grande sofrimento, angústia e sequelas psicológicas severas.
Uma das vítimas, inclusive, passou a apresentar episódios frequentes de automutilação em decorrência dos traumas vivenciados.
Denuncie a violência contra crianças e adolescentes Todo caso de violência física, psicológica, sexual ou negligência contra menores de idade deve ser denunciado. Em Santa Catarina, você pode entrar em contato com a delegacia especializada mais próxima. O canal Disque 100 também funciona 24 horas, inclusive nos finais de semana e feriados, com garantia de anonimato. Também é possível registrar a ocorrência no Conselho Tutelar ou pela Delegacia de Polícia Virtual por este link Em situações de emergência, ligue 190 para acionar a Polícia Militar.

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