Ministro só não disse onde governo vai arranjar votos para impor essa condição. Na CCJ do Senado, Planalto manda suspender votação da autonomia do BC
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‘TÁ PODENDO’, SÓ QUE NÃO
O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, rechaçou a iniciativa do Legislativo de criar uma regra de transição para pôr fim à escala 6×1. “A proposta deve ser aplicada de forma imediata, inaugurando a jornada de 40 horas semanais”, disse, como se o governo tivesse, mesmo, essa margem de assertividade nos apoios.
ENCONTRO [DES]MARCADO
Estava tudo certo para que os senadores da Comissão de Constituição e Justiça votassem na quarta-feira (6) a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que dá autonomia financeira ao Banco Central, que deixará de depender do Orçamento da União. O Planalto, quer morto [ainda] não está, mandou adiar. À coluna, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) defendeu a medida, mesmo reconhecendo que o governo faz corpo mole para a medida
– A autonomia financeira do BC é a coisa mais importante que pode acontecer nesse momento no Brasil. Até mesmo quem não entende isso vai se beneficiar, disse.
‘O SEGURANÇA ME PEDIU O CRACHÁ…’
O governo tinha tanta pressa em aprovar a PEC da Segurança Pública que chegou a reclamar de uma certa “conivência” do Congresso Nacional com o crime organizado. Sessenta dias depois de ser aprovada na Câmara, a proposta dormita em uma das tantas gavetas da mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sem data para ser analisada.
CABULANDO AULAS
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe de Mello Filho, passou por cima de todos os alertas feitos desde o primeiro semestre da faculdade de Direito: “a imparcialidade é, antes de tudo, o dever do juiz quando está atuando, sem tomar partido, desapaixonado”.
A DIANA DO PASTORIL
O ministro bem que tentou justificar, mas o estrago estava feito. Segundo ele, a Justiça do Trabalho deve rechaçar aqueles que a consideram “empecilho ao desenvolvimento socioeconômico”. No conceito de Mello Filho a Justiça se divide entre “quem tem interesse” e “quem tem causa”. “Nós, vermelhos, temos causas”, disse, com o objetivo de limitar o “capitalismo selvagem desenfreado”.
ANTES TARDE
Saíram ontem (4), no Diário Oficial, as regras para o desligamento voluntário do Bolsa Família. O usuário do programa que não quiser mais receber o benefício pode comparecer pessoalmente a um dos órgãos credenciados ou usar o aplicativo da plataforma do Bolsa Família para fazer o descadastramento.
APRESSADINHA
A defesa de Débora “do Batom”, a militante bolsonarista que pichou a estátua da Justiça na porta do Supremo Tribunal Federal (STF), nem esperou a promulgação [assinatura] da lei da dosimetria para recorrer pedindo redução da pena. O ministro Alexandre de Moraes rejeitou a petição, argumentando que as regras ainda não estão em vigor.
PARA TIRAR O GOVERNO DO VERMELHO…
…Desenrola 2.0. O mais alarmante de tudo é que o governo não escreveu uma linha sequer sobre a falta de educação financeira de parte dos devedores. Em ano de campanha eleitoral, com a popularidade em baixa, o programa do governo tem objetivo duvidoso.
PORTA-VOZ!
O presidente nacional do PSB, João Campos, se antecipou ao Diário Oficial e anunciou a liberação de R$ 305 milhões “destinados ao custeio de despesas relacionadas a ações de proteção e defesa civil”. Depois de se encontrar com a ministra Miriam Belchior, da Casa Civil, o ex-prefeito do Recife falou de obras que vinha realizando na capital pernambucana e afirmou que a assinatura da medida provisória “é muito importante para o fortalecimento das obras de proteção e mitigação dos impactos”.
PENSE NISSO!
O que pode se passar na cabeça de um governante que considera ser “muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar”?
Ao lançar o Desenrola 2.0, o governo, primeiro, reconhece que o programa 1.0 não surtiu efeito e, depois, ainda diz que, no passado recente, o presidente fez um pronunciamento no rádio e na TV “pedindo para que o povo não tivesse medo de se endividar, mas com muita responsabilidade”.
Deu no que deu: estima-se que mais de 80 milhões de pessoas estão inadimplentes. Em relação ao período anterior, houve um aumento de 38%
Pense nisso!


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