O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, reagiu à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (17), que suspendeu as visitas de cunho eleitoral ao ex-presidente Jair Bolsonaro até o fim das eleições e determinou a suspensão total de visitas gerais pelo prazo de 30 dias.
O ex-presidente cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, sob benefício da prisão domiciliar humanitária. A condição para permanecer em casa foram implicações de medidas cautelares como a proibição de comunicação nas redes sociais, tanto os próprios canais como o de terceiros.
Contudo, após divulgação de carta escrita por Jair Bolsonaro e publicada no dia 11 de julho nos canais de Flávio Bolsonaro, o ministro apertou as restrições impedindo visitas ao ex-presidente.
Flávio segue hostilizando Alexandre de Moraes acusando-o de suposta interferência nas eleições
O parlamentar classificou o ato do ministro como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”. Ele usou o episódio para acusar Moraes de tentar interferir nas eleições e cobrou que eleitores indecisos abracem sua campanha.
“O medo de que um Bolsonaro volte à presidência do Brasil tirou completamente a sua condição de ser juiz. Usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer os seus devaneios pessoais com a justiça é vingança. O Moraes desequilibrou as eleições de 2022 e tenta interferir de novo em 2026”, disse Flávio.
O senador completou afirmando esperar que o episódio “abra os olhos de quem ainda não entendeu que um tirano não retrocede nos poderes que ele próprio se concedeu”, pontuando que o próximo presidente será responsável por indicar 4 novos ministros do STF.
A indicação, contudo, está sujeita à aprovação do Senado Federal. Lula, por exemplo, não teve êxito ao tentar implacar Jorge Messias, atual advogado-geral da União, na Suprema Corte.
Flávio voltou a cobrar o presidente do STF contra as decisões de Moraes
Desde que foi impedido de visitar o pai, também por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Flávio vem questionando nominalmente o presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, acerca do que chama de desequilíbrio judicial.
“É descarada a bizarra estratégia de roubar da Primeira Turma do STF causas que deveriam ser apreciadas pela Justiça especializada, o TSE, nas eleições. Até quando, ministro Fachin? Os direitos políticos do Bolsonaro foram cassados pelos seus inimigos? Gol de mão confirmado pelo bem da democracia”, afirmou novamente nesta sexta-feira (17).
Por fim, o senador reiterou a necessidade de união no campo da direita para as eleições deste ano em torno do projeto do PL para impedir que Lula volte ao Palácio do Planalto em 2027.

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