A verba é empregada para abater o valor final do imóvel e facilitar o financiamento. Cerca de R$ 7,8 bi do exercício já foram executados
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O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou, nesta quinta-feira (10), um reforço de R$ 500 milhões no orçamento voltado aos descontos do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) para o ano de 2026. A medida atende a um pleito da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) para evitar o desabastecimento de verbas e garantir o ritmo das contratações habitacionais até o fim do ano.
Com o aporte, o volume total destinado aos subsídios do programa subiu de R$ 12,5 bilhões para R$ 13 bilhões em 2026. A verba é empregada para abater o valor final do imóvel e facilitar o financiamento por famílias de menor renda. Do montante original de R$ 12,5 bilhões previstos para o exercício, cerca de R$ 7,8 bilhões já foram executados.
O benefício atende famílias das faixas 1 e 2 do MCMV, com renda mensal bruta de até R$ 5 mil. O presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, destacou a relevância do recurso para complementar o pagamento inicial exigido pelos bancos.
“Grande parte das empresas do setor atua nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida, que atendem famílias com renda de até R$ 5 mil. Como o financiamento não cobre 100% do valor do imóvel, muitas famílias têm dificuldade de reunir os recursos necessários para a entrada. O desconto concedido com recursos do FGTS é fundamental para reduzir esse valor e viabilizar a compra da moradia. Por isso, a ampliação desse orçamento foi uma demanda da CBIC e é muito importante para garantir a continuidade das contratações do programa”, afirma Aroeira.
A suplementação orçamentária é válida estritamente para o exercício de 2026. As diretrizes e a alocação de recursos do FGTS para o triênio 2027-2029 entram na pauta do colegiado na próxima reunião ordinária, agendada para o final de outubro.


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