O ex-prefeito de Rio do Sul, no Vale do Itajaí, e ex-deputado estadual, Milton Hobus, foi condenado a 4 anos, três meses e sete dias de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de fraude em licitação.
O processo investigava a fraude em uma licitação de 2012 para a construção da ponte Dom Tito Buss, entre os bairros Jardim América e Canta Galo, em Rio do Sul.
Ex-prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, é condenado por fraude na licitação de ponte
Segundo a denúncia do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a licitação teria sido direcionada para favorecer uma construtora. Foi identificado um suposto prejuízo de R$ 932,3 mil aos cofres públicos, provocando sobrepreço e aditivos no contrato.
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O ex-prefeito de Rio do Sul também terá que pagar 21 dias-multa, porém poderá recorrer em liberdade. A decisão também prevê a perda de eventual cargo ou função pública que atualmente possa ocupar, após o trânsito do julgamento.
A Justiça também entendeu que não houve prescrição dos crimes e as penas só serão executadas após a decisão definitiva do julgamento, sem ser possível recorrer.
Além dele, o ex-secretário de Administração de Rio do Sul da época, também foi condenado a 4 anos, dois meses e quatro dias de prisão, em regime semiaberto, com o pagamento de 20 dias-multa.
A reportagem entrou em contato com Milton Hobus, porém até a publicação da notícia não recebemos retorno. O espaço segue aberto.
Prejuízos com a fraude chegaram a R$ 923 mil, segundo MPSC
De acordo com documentos do MPSC, no período entre os meses de janeiro e abril de 2012, em data não esclarecida pela investigação, os acusados teriam fraudado o processo de licitação da ponte Dom Tito Buss, em Rio do Sul, com o superfaturamento da obra.
Os condenados, segundo denúncia do MPSC, teriam elaborado os documentos da licitação previamente com o projeto básico, memorial descritivo, planilha orçamentária, cronograma físico financeiro e capacitação técnica.
Dando vantagem para a empresa que ganhou a licitação. Foi constatado que os documentos foram enviados para a empresa por um e-mail de um servidor público de Rio do Sul.
O prejuízo aos cofres públicos alcançou o valor de R$ 932.354,11. Milton Hobus havia sido absolvido em primeira instância, em julho de 2025, mas a sentença acabou sendo anulada posteriormente pelo TJSC.


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