O Pentágono confirmou que um ex-major e psiquiatra do Exército dos Estados Unidos será executado por fuzilamento no dia 3 de dezembro, na base de Fort Hood, no Texas.
O ex-militar Nidal Hasan foi condenado pelo assassinato de 13 soldados desarmados e por ferir outras 32 pessoas em novembro de 2009.
O ataque ocorreu dentro de um prédio médico lotado na base de Fort Hood, onde militares aguardavam atendimento e vacinação. Este é considerado o ataque não relacionado a combate mais letal já registrado em uma base militar dos EUA.
Entre no grupo
O anúncio, que marca a primeira execução militar em mais de 60 anos, foi feito após aprovação do presidente Donald Trump, a partir de uma recomendação do secretário de Defesa, Pete Hegseth.
De acordo com as informações apuradas pela BBC, será a primeira vez que as Forças Armadas americanas utilizam o fuzilamento como método de execução desde a Segunda Guerra Mundial.
O massacre em Fort Hood
Durante seu julgamento, realizado em 2013, Hasan admitiu ser o atirador. Ele justificou o massacre afirmando que sua intenção era proteger muçulmanos e o grupo Talebã, no Afeganistão.
Atualmente, ele é um dos quatro prisioneiros que aguardam no corredor da morte das Forças Armadas.
Como funciona a execução militar nos Estados Unidos
Diferente da justiça comum estadual, a lei militar americana exige que qualquer execução passe pela aprovação direta do presidente do país, além de revisões em segunda instância para atestar sua legalidade.
A pena de morte militar chegou a ser declarada inconstitucional em 1983, mas foi restabelecida por ordem executiva do então presidente Ronald Reagan em 1984.
Embora o fuzilamento seja um método incomum, ele ainda é permitido em cinco estados americanos: Carolina do Sul (que utilizou a prática no ano passado), Idaho, Mississippi, Oklahoma e Utah.
Retomada das execuções sob o governo Trump
A execução de Hasan reflete a postura do atual governo federal em relação à pena capital.
Defensor da medida, Donald Trump assinou, em janeiro de 2025, logo no primeiro dia de seu segundo mandato, uma ordem executiva para retomar as execuções em casos federais — prática que havia sido suspensa durante a gestão de Joe Biden.
No documento, Trump classificou a pena de morte como uma “ferramenta essencial” para punir crimes hediondos e atos de violência letal.

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