Mediadores paquistaneses e catarianos garantem que os governos de Washington e Teerã mantiveram a palavra para o protocolo que ocorrerá na Suíça
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Os Estados Unidos anunciaram, neste domingo (14), um acordo de paz para colocar fim aos mais recentes desentendimentos belicosos com o Irã e aliados do Oriente Médio. O tratado foi desenhado em duas etapas: um cessar-fogo militar imediato e uma janela técnica para resolver os problemas de longo prazo. Os pontos principais incluem negociações que ainda estão sendo fechadas, com condições impostas por ambos os lados. Veja a seguir alguns pontos divulgados informalmente pela mídia local.
Cessação imediata e permanente de todas as ações militares diretas entre as forças dos EUA e do Irã. O pacto estabelece explicitamente que o cessar-fogo se estende aos teatros de guerra regionais, incluindo uma trégua nos combates no Líbano envolvendo o grupo Hezbollah.
Os Estados Unidos oficializaram a suspensão imediata do bloqueio naval que mantinham sobre os portos comerciais iranianos, permitindo que o país volte a escoar sua produção e receba suprimentos.
A assinatura do memorando abre formalmente um prazo de 60 dias para negociações técnicas profundas sobre o programa nuclear do Irã. A pauta prioritária será o destino dos estoques iranianos de urânio altamente enriquecido e o recolhimento de resíduos.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã destacou internamente que o acordo foi redigido sob uma “atmosfera de contínua desconfiança” mútua, funcionando mais como um freio de emergência pragmático do que como um reatamento de amizade diplomática.
Como funcionará a reabertura do Estreito de Ormuz?
A interrupção do tráfego marítimo no estreito disparou os preços globais de energia nas últimas semanas. A normalização da via seguirá as seguintes diretrizes:
Donald Trump emitiu um comunicado ordenando que o estreito opere de forma totalmente livre de pedágios ou taxas de passagem criadas durante o conflito. O lema publicado pelo governo americano foi direto: “Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir”.
O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou que o processo de reabertura física começa imediatamente. Contudo, para que navios petroleiros comerciais voltem a transitar em segurança total, as marinhas precisarão limpar as minas navais e remover ameaças remanescentes. O Pentágono estima que o ambiente estará 100% livre e seguro em até 30 dias, desde que o Irã colabore ativamente na segurança local.
A mídia estatal de Teerã pontuou que o fluxo de tráfego marítimo nas águas do Golfo voltará a ocorrer “sob arranjos organizacionais iranianos”, respeitando as fronteiras marítimas que já existiam antes da escalada da guerra.
Mediadores paquistaneses e catarianos garantem que os governos de Washington e Teerã mantiveram a palavra para o protocolo que ocorrerá na Suíça.

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