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Figueirense vence em Caxias e mantém o sonho vivo

O volante Breno, do Figueirense, foi uma peça importante para a vitória de virada do Furacão contra o Caxias, e está fora do próximo jogo suspensoFoto: Luiz Erbes/Caxias/ND

O Figueirense fez em Caxias do Sul aquilo que precisava fazer: venceu. A vitória por 2 a 1 sobre o Caxias, no Estádio Centenário, teve um peso simbólico e estratégico enorme. O Figueirense jamais havia vencido o adversário naquele estádio. Quebrou o tabu justamente quando não podia mais desperdiçar pontos e manteve viva a esperança de classificação para o G8 da Série C.

Raul Cabral optou pela continuidade da base. Com o gramado em boas condições, favorecido pela ausência de chuva nas horas que antecederam a partida, o treinador manteve a base de time que vinha atuando. As mudanças ficaram por conta da entrada de Jhonnathan na vaga do suspenso Leonan, pelo terceiro cartão amarelo, e do retorno de Raynan ao meio-campo, substituindo Renan Areias.

O início mostrou um Figueirense bem posicionado e disposto a controlar o jogo. Emerson Galego exigiu grande defesa de Busatto em finalização de fora da área e, pouco depois, voltou a aparecer em uma infiltração pelo lado esquerdo, mas mandou a bola à direita do goleiro. Era um time com boa imposição territorial e leitura interessante para jogar fora de casa.

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O Caxias, entretanto, foi entrando na partida. Passou a encontrar espaços e começou a incomodar Fabrício até abrir o placar em uma falha de posicionamento no miolo da defesa alvinegra. O Figueirense sentiu, ficou mais tímido ofensivamente, mas conseguiu reorganizar a marcação. O adversário deixou de criar com tanta frequência e o primeiro tempo terminou com vantagem gaúcha, embora sem uma superioridade absoluta.

Breno e Raynan faziam uma boa partida no meio-campo, sustentando um setor que precisava justamente de equilíbrio. No segundo tempo, porém, o Caxias retornou melhor distribuído e o Figueirense encontrou dificuldades pelos lados, principalmente com Maílson e Igor Bolt.

O meia Dudu, do Figueirense, em disputa de bola na vitória contra o Caxias por 2 a 1 no Rio Grande do SulFoto: Luiz Erbes/Caxias/ND

Foi quando apareceu a força do contra-ataque. Após uma roubada de bola do atacante Maílson, o lateral direito Vitor Ricardo arrancou pela direita, ganhou o duelo individual e encontrou Emerson Galego em excelente condição. Desta vez, o atacante não perdoou. Com tranquilidade, deslocou Busatto e bateu no canto para empatar. Um gol que traduzia o que o Figueirense precisava fazer fora de casa: defender com organização e atacar com velocidade.

A virada veio na bola parada. Em cobrança curta de escanteio, Arthur Henrique colocou a bola na área com precisão e Jhonnathan apareceu com excelente presença ofensiva. A cabeçada foi forte, no ângulo, ainda com pequena contribuição de Busatto, mas premiou a leitura da jogada ensaiada e a participação decisiva do zagueiro, que mais uma vez mostrou que tem sido importante quando entra na equipe.

Depois disso, o jogo ganhou outro cenário. Marcelo Cabo lançou jogadores ofensivos, entre eles Calyson e Vitor Feijão, estes velhos conhecidos do futebol catarinense, para aumentar a pressão. O Caxias se lançou ao ataque, como era natural, e o Figueirense precisou saber sofrer. E, Soube.

Mesmo com apenas três finalizações no alvo em nove tentativas, menos posse e menor volume ofensivo, o Figueirense mostrou maturidade. Zé Carlos, Hyuri e Silvinho entraram para ajudar a reter a bola no campo de ataque e diminuir o ímpeto do adversário. Foi uma vitória construída menos pela quantidade e mais pela eficiência, organização e capacidade de suportar a pressão.

Figueirense está vivo na briga pelo G-8

O lateral esquerdo Luiz Henrique buscando espaço no duelo contra o Caxias-RSFoto: Luiz Erbes/Caxias/ND

O Figueirense recuperou fora de casa os pontos que havia perdido diante da Ferroviária no Scarpelli e confirmou sua força como visitante, dono de uma das melhores campanhas da Série C longe de Florianópolis. Dos três jogos que restavam para não depender de combinações, venceu o primeiro. Agora são dois.

A situação ainda é difícil, mas o Figueirense colou no G8. O próximo desafio será contra a Inter de Limeira, em outra partida que exigirá estratégia, equilíbrio e eficiência. Depois, haverá o Maranhão no Scarpelli. O tabu caiu em Caxias do Sul. Agora, o Figueirense precisa derrubar a desconfiança e transformar essa vitória em impulso para chegar vivo à última rodada.


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