O pré-candidato ao Governo do Estado e ex-prefeito do Recife concedeu entrevista a um podcast, com transmissão feita via redes sociais
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O ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) abordou a questão dos aditivos em obras públicas da capital pernambucana, recorrentemente alvos da oposição. A declaração foi feita nesta segunda-feira (25), durante participação no podcast Fala Ordinário.
Segundo o político, o tema é frequentemente desvirtuado e precisa ser tratado com base em noções técnicas. Ele afirmou que as alterações em contratos governamentais nem sempre envolvem aumento de repasses financeiros.
“Primeiro, é importante lembrar, quando fala de aditivo, pode ser inclusive de prazo, tá? […] Ah, era para acabar em dezembro, tem mais dois meses, um aditivo de prazo de contrato”, explicou João Campos.
O ex-prefeito também comparou as obras públicas com reformas domésticas comuns ao falar que qualquer construção, desde a pintura de um quarto até o levantamento de um prédio, está sujeita a mudanças.
“Você fazer uma obra, você pode ter imprevistos e isso é a coisa comum na vida pessoal da gente. […] encontrei um problema no solo, tá com problema na impermeabilização, corrige isso”, detalhou o pré-candidato.
Ele ainda reforçou que todas essas adequações entre o projeto inicial e a execução prática passam por avaliações rigorosas. O processo exige que engenheiros atestem tecnicamente a necessidade de qualquer mudança.
“Então, do valor global, de itens específicos, tudo isso é auditado. Então, isso é auditado pelo Tribunal de Contas, é auditado por órgãos de controle”, assegurou.
Questão administrativa x pauta política
Enquanto detalhava parte técnica do processo contratual, o político também alertou para o perigo de se politizar procedimentos comuns às engenharias. Ele defendeu que as falhas de projeto revistas no próprio canteiro de obras são naturais e regulamentadas.
“É fundamental explicar isso, porque senão você transforma uma questão administrativa numa pauta política e sem uma observação aos cuidados técnicos do que de fato aquilo é”, concluiu.


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