O dólar fechou em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,3706, nesta segunda-feira (27), impulsionado pelo otimismo dos mercados após o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado no fim de semana na Malásia.
O movimento refletiu tanto o recuo global da moeda norte-americana quanto a percepção positiva dos investidores sobre o diálogo entre os dois líderes, que discutiram a agenda comercial e econômica bilateral. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, Lula pediu a suspensão da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros enquanto durar o processo de negociação.
Em entrevista coletiva após a reunião, Lula afirmou que Trump “garantiu” um futuro acordo comercial entre os dois países. Já o norte-americano, em tom mais cauteloso, disse ter tido uma “boa reunião” com o brasileiro, a quem chamou de “um cara bastante enérgico”, mas ponderou: “Não sei se algo vai acontecer, mas veremos”.
O clima de otimismo também contaminou a Bolsa de Valores de São Paulo, que bateu recorde histórico. O Ibovespa avançou 0,55%, fechando aos 146.969 pontos, após atingir 147.976 na máxima do dia. O desempenho foi influenciado pela alta nas bolsas de Wall Street, pela melhora nas previsões de inflação no Brasil e pelo anúncio de um acordo da MBRF com o fundo soberano da Arábia Saudita, que fez as ações da empresa dispararem.
As expectativas de um acordo comercial entre as duas maiores economias do planeta — China e EUA — também reforçaram o bom humor dos investidores. O mercado agora volta as atenções para a decisão do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, que pode reduzir os juros em 0,25 ponto percentual.
A aproximação entre Lula e Trump foi vista por analistas como um gesto de pragmatismo político e sinal de que o governo brasileiro busca reconstruir pontes estratégicas com Washington, num momento em que o comércio global enfrenta incertezas e tensões tarifárias.
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