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Datafolha aponta aumento da influência de amigos, redes sociais, igrejas e imprensa no voto

A influência de amigos, redes sociais, líderes religiosos e profissionais da imprensa sobre o voto para presidente aumentou às vésperas do primeiro turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (2). Apesar do avanço, a maioria dos eleitores ainda afirma que nenhum dos grupos avaliados terá influência sobre sua decisão.

Entre os amigos próximos, 43% dizem que a opinião deles terá muita ou alguma influência no voto, contra 36% em julho. Nas redes sociais, o índice passou de 32% para 39%. Já a influência de líderes religiosos subiu de 23% para 30%.

A imprensa também ganhou espaço na percepção dos eleitores. A parcela que considera que jornalistas e profissionais do setor terão muita ou alguma influência passou de 38% para 42%, uma oscilação de quatro pontos percentuais, dentro do limite da margem de erro.

Família tem variação menor

A opinião do companheiro ou companheira passou a ser considerada influente por 41% dos eleitores que vivem em relacionamento estável, ante 38% em julho. Entre pais de filhos com 16 anos ou mais, 37% afirmam considerar a opinião dos filhos, praticamente o mesmo patamar registrado anteriormente, de 36%.

Mesmo com o crescimento, a rejeição à influência externa continua majoritária. Entre os amigos, 55% dizem que a opinião deles não terá efeito sobre o voto. Nas redes sociais, são 54%. No caso dos líderes religiosos, 61% descartam influência, enquanto 54% dizem o mesmo em relação à imprensa.

Entre católicos, 31% atribuem muita ou alguma influência aos líderes religiosos. Entre evangélicos, o percentual chega a 39%.

Homens relatam maior influência

O levantamento também identificou diferenças entre homens e mulheres. Entre os homens, 48% afirmam que amigos próximos influenciam sua decisão, contra 39% entre as mulheres. No caso do companheiro ou companheira, 46% dos homens dizem considerar essa opinião, ante 36% das mulheres.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.506 pessoas em 152 municípios entre 29 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08039/2026.

Fonte: Clique aqui

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