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conheça como a teoria da engenharia ganha vida prática

Muito além de cálculos difíceis ou teorias de sala de aula, a engenharia do dia a dia transforma ideias em soluções reais.Foto: Magnific/Divulgação/ND

Por trás de cada prédio, de cada estrada que liga diferentes cidades ou daquele aplicativo prático no celular, existe um trabalho essencial que pouca gente vê.

Muito além de cálculos difíceis ou teorias de sala de aula, a engenharia do dia a dia transforma ideias em soluções reais.

Ela é o resultado de testes em laboratório, projetos detalhados e muita criatividade, mostrando que a profissão é a base prática para construir o mundo em que vivemos e garantir o futuro da sociedade.

A jornada de quem decide seguir a profissão começa muito antes do diploma. Em Santa Catarina essa rotina ganha contornos ainda mais integrados com o mercado de trabalho.

A prática que acelera a formação profissional

Um dos grandes diferenciais no cotidiano de quem estuda e atua na área é a possibilidade de vivenciar a profissão ainda durante a graduação.

A rotina de engenharia não se limita aos conteúdos teóricos. Atividades extracurriculares, como empresas juniores, monitorias e equipes de competição, desempenham um papel decisivo nesse processo.

Em centros de tecnologia, é comum ver estudantes reunidos para projetar desde aeronaves e barcos até veículos elétricos, autônomos, de eficiência energética e movidos a hidrogênio. Essas experiências integram alunos de diferentes especialidades, como mecânica, elétrica, civil e computação, simulando o ambiente multifuncional das grandes empresas.

A Universidade Federal de Santa Catarina vai além da teoria

Muitas das soluções que transformam demandas cotidianas em inovações tecnológicas nascem em polos de excelência tecnológica, como o Centro Tecnológico da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

Por lá, milhares de estudantes de graduação em engenharias, computação e arquitetura passam diariamente por uma imersão que une o rigor científico à prática de mercado.

Como aponta o professor e chefe do departamento de Engenharia Mecânica da universidade, Milton Pereira: “aqui, por exemplo, os alunos criam equipes de competição para projetar desde aviões e barcos até carros off-road, elétricos, autônomos e movidos a hidrogênio. Esse cenário faz com que estudantes de diferentes áreas interajam entre si e busquem motivação para entrar nos laboratórios e desenvolver atividades de pesquisa”.

Além de desenvolver habilidades técnicas e práticas de gestão, o contato direto com o mercado desde os primeiros semestres prepara o estudante para interagir com clientes e compreender a rotina do setor produtivo com confiança e clareza.

A estudante Eduarda Hornburg conta “já fiz mapeamento de processos, já conversei com clientes reais, com empresas reais. Isso é uma coisa que eu não imaginaria estar fazendo em três meses de faculdade.”

A ponte entre a academia e o setor produtivo

A colaboração entre o ambiente acadêmico e as indústrias é uma das engrenagens mais fortes para o fortalecimento da engenharia no Estado.

Em SC, as grandes indústrias buscam centros de pesquisa e universidades como a UFSC para solucionar gargalos tecnológicos complexos e desenvolver produtos inéditos.

Quando um problema real de uma empresa chega aos laboratórios, ele se transforma em um desafio prático para pesquisadores e alunos.

Essa troca traz benefícios para ambas partes, uma vez que as empresas encontram soluções inovadoras com embasamento científico de ponta, enquanto os estudantes ganham experiência na fronteira do conhecimento e abrem portas para contratações estratégicas.

“Foi feito um levantamento mostrando que, a partir de 66 mil CPFs de egressos da universidade, foram criadas mais de 107 mil empresas. E dentro dos projetos de pesquisa, mantemos parcerias de longa data, como a que criou o Polo, laboratório de refrigeração, e a colaboração com a Weg Motores, hoje Weg Automação, ajudando a desenvolver tecnologias que são aplicadas na prática”, destaca o Diretor do Centro Tecnológico (CTC) da UFSC, Sérgio Peters.

A oportunidade de ver de perto os equipamentos, materiais e estruturas funcionando em escala real facilita a absorção do conhecimento técnico e encurta a distância entre o aprendizado e a aplicação.

“Na UFSC a gente tem esse diferencial como essa peça, é materializar aquilo que o aluno está vendo em sala de aula, às vezes em uma imagem ou em um vídeo. Quando a gente chega aqui e vê o tamanho, vê como são os materiais, como as coisas se encaixam internamente, torna aquele aprendizado muito mais fácil de ser realmente absorvido pelo estudante”, explica a vice-diretora do CTC, Luciana Rohde.

Uma carreira promissora e oportunidades globais

Essa formação integrada também abre caminhos para a internacionalização de carreiras. Alunos e pesquisadores envolvidos podem participar de missões de estudo e pós-graduação em universidades em outros países, retornando ao Brasil com bagagem técnica global para impulsionar a indústria nacional.

O mercado de trabalho em Santa Catarina e no Brasil demanda cada vez mais profissionais qualificados para liderar a transição energética, a transformação digital, a prevenção de desastres naturais e a modernização da infraestrutura.

A capacidade de um país avançar, inovar e garantir qualidade de vida para sua população passa pela presença e atuação de engenheiros capacitados.

Para os jovens que estão no ensino médio em fase de escolha profissional, é recomendável buscar conhecer a fundo as diversas áreas disponíveis, conversar com estudantes, professores e visitar o campus universitário.

A engenharia se consolida como uma área promissora, repleta de oportunidades para quem busca um trabalho com impacto direto no cotidiano das pessoas e no progresso do país.

O Projeto Engenhação é uma realização do Grupo ND, com patrocínio do Engie, Duas Rodas e CREA-SC.


Fonte: Clique aqui

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