A Nova Indústria Brasil abriu uma nova frente de investimentos no Nordeste com a aprovação de 189 projetos que somam R$ 113 bilhões, valor muito acima da expectativa inicial de R$ 10 bilhões. Lançada em maio, a chamada pública recebeu 245 propostas, que totalizavam R$ 127 bilhões, e mobilizou governos e instituições financeiras na maior ação conjunta de fomento já registrada na Região.
O anúncio dos projetos ocorreu em Teresina, onde representantes do Consórcio Nordeste, da Sudene e dos bancos públicos celebraram o volume inédito de propostas voltadas à reindustrialização, inovação e sustentabilidade. A iniciativa reuniu BNDES, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Nordeste e Finep, com apoio técnico da Sudene e do Consórcio Nordeste.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que a forte adesão da Região comprova o potencial inovador do Nordeste, destacando que 74% das propostas aprovadas surgiram de micro, pequenas e médias empresas, apontadas como motor da neoindustrialização. Para ele, a chamada garante que o desenvolvimento sustentável alcance quem está mais próximo das demandas locais.
O superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, avaliou que a articulação entre instituições federais elevou a capacidade de resposta da Região, fortalecendo instrumentos de governança essenciais para territorializar políticas públicas. Segundo ele, a atuação do Comitê Regional das Instituições Financeiras Federais permitiu antecipar oportunidades e consolidar o Nordeste como protagonista industrial.
O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Rafael Fonteles, reforçou que a demanda elevada confirma o preparo do setor produtivo regional. Para ele, a chamada demonstrou que políticas direcionadas podem transformar indicadores sociais e econômicos.
O presidente do BNDES, Aloísio Mercadante, destacou o caráter integrador da iniciativa, afirmando que o Nordeste voltou a ser prioridade no governo Lula (PT). Segundo ele, o banco ampliou em 32% os recursos destinados à Região e agora entrega um marco de desenvolvimento e oportunidades.
As propostas contemplam todas as áreas estratégicas definidas pela chamada, com foco em cinco setores: transição energética, bioeconomia, hidrogênio verde, data centers e setor automotivo incluindo máquinas agrícolas. Os projetos abrangem os nove estados nordestinos e incluem iniciativas em consórcio entre empresas e parcerias com universidades e centros de pesquisa.
A próxima etapa será a elaboração dos Planos de Suporte Conjunto, que funcionarão como guias personalizados para as empresas acessarem as linhas de crédito e instrumentos mais adequados. Os PSC serão concluídos até o fim de dezembro e encaminharão os projetos para análise técnica e jurídica nas instituições financeiras.
A Chamada Nordeste da NIB se consolidou como um marco para a política industrial brasileira e como uma das maiores iniciativas de fomento da história da Região. A expectativa é que os projetos transformem o cenário produtivo nordestino, ampliem a presença de tecnologias de ponta e reforcem a geração de emprego e renda no médio prazo.
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