Carlos Bolsonaro (PL) estreou na propaganda eleitoral como candidato ao Senado por Santa Catarina sem citar Santa Catarina uma única vez.
O tempo foi dedicado a lembranças da infância, histórias sobre a filha, fotografias ao lado dos irmãos e referências ao pai, que está preso. Não houve uma única proposta, um único compromisso ou qualquer demonstração que conhece o Estado que ele pretende representar durante os próximos oito anos. De fato, não conhece.
É lamentável que alguém disposto a ocupar uma cadeira dessa importância sequer mencione o nome de Santa Catarina. Um senador vota leis, decide sobre o orçamento do país, analisa indicações para tribunais superiores e participa de decisões que afetam diretamente a vida dos estados. Não é um cargo de enfeite, muito menos um puxadinho pra alocar a continuidade política familiar. Ficou claro que é exatamente este o plano. Sem propósito, sem entrega.
Sendo a primeira propaganda eleitoral, uma estreia, a falta de cuidado se torna ainda mais grave. Será que os marketeiros de Jorginho Mello esqueceram de alertar? Cabia ao menos explicar por que um político, que construiu toda a carreira no Rio de Janeiro, quer representar os catarinenses. Carlos preferiu manter o tom de voz sonolento. Pior do que isto: ignorou o eleitor catarinense.


COMMENTS