A antiga tutora da cadelinha Antonieta, que ingeriu 55 pedras de crack em Joinville, pode ter que pagar R$ 38.362,02 pelos danos causados ao animal. O valor foi solicitado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) em uma denúncia por maus-tratos.
Além da indenização, o MPSC pede que a mulher perca definitivamente a guarda da cadela e responda criminalmente pelos maus-tratos. A denúncia ainda precisa ser analisada pela Justiça.
O caso aconteceu em 17 de abril, no bairro Jarivatuba em Joinville. A droga estaria em um local acessível à cadelinha, que acabou ingerindo as pedras.
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Após a intoxicação, Antonieta teve convulsões, tremores, rigidez muscular e alterações neurológicas graves. Também apresentou problemas respiratórios e gastrointestinais e precisou de cirurgia, internação e atendimento em UTI veterinária.
Promotora diz que omissão da tutora causou sofrimento de cadelinha que ingeriu crack
A promotora de Justiça Simone Cristina Schultz afirmou que “a omissão da tutora foi determinante para o sofrimento do animal”. Segundo ela, a mulher tinha o dever de proteger a cadelinha e a situação expôs Antonieta a “intenso sofrimento físico” e a um “risco concreto de morte”.
A mulher também responde a uma ação penal relacionada às drogas encontradas no organismo da cadela. Durante o atendimento veterinário, foram retiradas 48 porções de uma substância semelhante ao crack, com peso total de 16,06 gramas.
Segundo o MPSC, a tutora teria admitido aos policiais que a droga era dela e que utilizou o animal para escondê-la.
O caso também mobilizou uma campanha para custear o tratamento de Antonieta. A arrecadação ultrapassou R$ 14 mil e ajudou a pagar despesas com internação e cuidados veterinários.

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