IBGE aponta que 34 milhões de adultos perderam 13 dentes ou mais; especialista explica impactos na saúde bucal e opções de reabilitação.
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A perda dentária vai além da aparência e pode comprometer funções essenciais, como mastigação e fala, além de afetar a autoestima e a qualidade de vida. No Brasil, 14,1 milhões de pessoas com 18 anos ou mais perderam todos os dentes, enquanto 34 milhões de adultos perderam 13 dentes ou mais, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A ausência de dentes também pode provocar alterações na posição dos dentes vizinhos e perda óssea na região afetada. De acordo com a cirurgiã-dentista especialista em Implantodontia e diretora da Neodent, Priscila Cordeiro, a avaliação odontológica após a perda é importante para identificar as condições da região e planejar o tratamento.
Implantes são uma opção de reabilitação
Entre as alternativas para substituir dentes perdidos estão os implantes dentários, as próteses fixas e as removíveis. A escolha depende das condições de saúde bucal, da quantidade de dentes ausentes e da avaliação individual de cada paciente.
O implante dentário funciona como uma raiz artificial, instalada no osso para sustentar uma prótese que reproduz a parte visível do dente, chamada coroa.
“Uma das principais vantagens do implante é justamente a possibilidade de substituir a raiz do dente perdido. Isso proporciona maior estabilidade para a reabilitação e ajuda a preservar o osso da região, contribuindo para uma recuperação mais próxima da condição natural. Quando há indicação clínica, é uma alternativa que alia função, conforto e segurança para o paciente”, explica Priscila.
Quando a raiz do dente ainda pode ser preservada, outras formas de reabilitação podem ser consideradas. Já nos casos de perda completa, os implantes podem oferecer estabilidade por serem integrados ao osso.
A durabilidade do tratamento depende de fatores como as condições de saúde do paciente, a qualidade do procedimento e os cuidados posteriores. Manter a higiene bucal adequada, comparecer às consultas de acompanhamento e evitar o tabagismo são medidas importantes para a longevidade dos implantes.
Tratamento precoce pode facilitar o planejamento
Após a perda de um dente, a recomendação é procurar um cirurgião-dentista para avaliar a região e definir a estratégia de reabilitação mais adequada. O adiamento do tratamento pode favorecer a movimentação dos dentes vizinhos e a redução do volume ósseo, tornando o planejamento mais complexo, embora não impeça necessariamente a realização de implantes.
A prevenção também é fundamental para reduzir o risco de perda dentária. A escovação adequada, o uso do fio dental, os hábitos saudáveis e as consultas odontológicas regulares ajudam a identificar problemas precocemente e a preservar os dentes naturais.
Diante da perda dentária, a avaliação profissional permite conhecer as opções disponíveis e definir um plano de tratamento individualizado, com o objetivo de recuperar a função mastigatória, o conforto e a qualidade de vida.

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