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Bolsonaro passa por exames em hospital em Brasília após sofrer queda na Superintendência da PF

Ex-presidente chegou ao DF Star nesta quarta (7) sob escolta. Moraes autorizou exames após defesa relatar queda na cela e suspeita de traumatismo.

Por

JC


Publicado em 07/01/2026 às 15:26

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Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) chegou ao hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta quarta-feira, 7, para ser submetido a exames após sofrer uma queda na cela em que está preso na Superintendência da Polícia Federal.

O comboio de viaturas da PF e da Polícia Militar do DF chegou ao hospital por volta das 11h20.

Bolsonaro estava acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e foi ao local para ser submetido a uma tomografia, uma ressonância e a um eletroencefalograma.

Os exames foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atende a um pedido da defesa do ex-presidente. Na decisão, o ministro determinou que a Polícia Federal (PF) fizesse o transporte de Bolsonaro “de maneira discreta”, e que realize o desembarque pela garagem do hospital.

A PF ficará responsável pela vigilância do ex-presidente durante os exames. Em seguida, ele deverá voltar à Superintendência da Polícia Federal.

Queda

A queda de Bolsonaro foi reportada, inicialmente, por sua esposa, Michelle, ainda na terça-feira (6). Nas redes sociais, ela afirmou que o marido não estava bem.

“Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, disse.

No mesmo dia, a defesa do ex-presidente tentou a remoção dele para o hospital, mas Moraes negou. O ministro baseou sua decisão em uma avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou ferimentos leves e não viu necessidade de exames no hospital.

Os advogados, então, apresentaram os pedidos específicos de exames indicados por um médico particular de Bolsonaro. Esses pedidos foram citados por Moraes na decisão proferida hoje.

Segundo os advogados de defesa de Bolsonaro, ele apresentou quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda, crise convulsiva, oscilação de memória e um corte na têmpora.

Esse quadro, argumentou a defesa, exigiria a realização de exames como tomografia e ressonância magnética do crânio, além de um eletroencefalograma.

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