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Avaí não consegue se impor na derrota para o CRB, e foi ineficiente nas chances que teve

Daniel Penha, meia do Avaí, em disputa de bola, na derrota por 1 a 0 contra o CRBFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND

O técnico do Avaí, na derrota para o CRB em casa por 1 a 0, manteve a base do time que vinha jogando e fez apenas três alterações: Bruno Ferreira no gol, no lugar de Igor Bohn; Reynaldo, entrada obrigatória pela suspensão de Alisson; e Felipe Vizeu, que estreou no ataque.

Não dá para criticar a opção pela manutenção da base time, já que tirar o entrosamento, com a pressão de estar na zona de rebaixamento, seria pior. E o Avaí, mesmo que obviamente não tenha feito um jogo brilhante, mas teve algumas oportunidades de gol e faltou competência na definição das jogadas.

O fato do Leão está na zona de rebaixamento, e ter o que o Cauan de Almeida chamada de “senso de urgência”, para sair dessa situação desconfortável, provoca muitas tomadas de decisões erradas dos jogadores. Muitas vezes o time acelerou jogadas que não precisavam, ou em momentos que pedia mais rapidez na troca de passes para sair das linhas de marcação, alguns jogadores travavam, não evoluindo no campo em direção ao gol do CRB.

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Em muitos momentos do jogo, o Avaí foi muito previsível e de fácil entendimento de marcação. Daniel Penha, mesmo sendo o melhor jogador do time azul e branco do jogo, com a saída do Jean Lucas, teve que vir buscar a bola no meio, ficando longe donde atua melhor, que é mais próximo da área, na fase de finalização.

O Felipe Vizeu, em sua estreia, mostrou uma movimentação bem maior do que Léo Gamalho. Foi, inclusive, quem mais finalizou pelo time Azurra. Uma acertou a trave e, no fim da primeira etapa, ainda teve uma chance incrível, cara a cara com o goleiro, mas desperdiçou. Naturalmente, o atacante cansou no segundo tempo.

Faltou efetividade para o Avaí, que criou as melhores oportunidades, mas não foi feliz nas conclusões. E o goleiro Vitor Caetano do CRB foi o melhor em campo, fazendo defesas milagrosas. O time alagoano porém, controlou mais a posse de bola e mostrou a confiança de quem vinha de três vitórias seguidas. Christopher, Pedro Castro e Danielzinho deram qualidade ao meio, enquanto Thiaguinho levou perigo pelo lado direito.

Estreante goleiro Bruno Ferreira, do Avaí, acabou errando a reposição de bola que gerou o escanteio, que originou o gol do CRBFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND

O CRB foi eficiente na única chance mais clara que teve: um erro de reposição de Bruno Ferreira originou o escanteio que terminou no gol, após desvio de Bressan. O jogo foi equilibrado, mas faltou ao Leão transformar suas chances em gol.

Jean Lucas poderia ter oferecido mais soluções ofensivas, enquanto Thayllon precisava partir mais para o enfrentamento. Os estreantes Léo Chú e Felipe Vizeu demonstraram visivelmente falta natural de ritmo.

As trocas no Avaí tiraram um pouco a intensidade, apesar da pressão no final do jogo. Não entendi a entrada do Hyan, no lugar do Luiz Henrique, sendo que com as entradas de Léo Chú e Cripriano, o time começou a alçar bola na área que pedia a entrada do Léo Gamalho, que poderia, na chance que o Hyan teve, ter mais capacidade de definição ao gol.

Até a entrada do Paulo Vitor faria mais sentido, não só pela estatura, mas por ser um jogador mais forte para o duelo individual. No fim, 1 a 0 para o CRB e a velha conta que não fecha: criar sem ser efetivo não basta.

Alla Aal precisa resgatar a intensidade e agressividade do Avaí

O volante Zé Ricardo, completou 100 jogos com a camisa do Avaí, na derrota para o CRBFoto: Fabiano Rateke/AFC/ND

Por mais que Allan Aal tenha melhorado a questão defensiva do time Azurra e, após duas semanas de treino antes deste jogo contra o Galo da Pajuçara, até finalizou mais que em jogos anteriores, 23 finalizações e nove delas no gol.

Assim, restou a constatação que teve uma pequena melhora na questão ofensiva do Leão. Mas faltou uma imposição maior no campo de ataque, como também faltou mais agressividade e intensidade.

O time, quando sob o comando do Cauan de Almeida, era mais consistente, quando na fase ofensiva, e era um time mais intenso e agressivo. Falta ao Allan Aal fazer esse resgate ao time do Avaí.


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