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Apagões provocam nova onda de protestos em Cuba

População foi às ruas em diferentes cidades após colapso no sistema elétrico; governo admite falta de combustível no país

Por

JC


Publicado em 14/05/2026 às 16:55

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Cuba voltou a registrar protestos populares em meio ao agravamento da crise energética que atinge a ilha. Moradores de diferentes cidades saíram às ruas após novos apagões em escala nacional, enquanto o governo cubano admitiu não ter combustível suficiente para manter o funcionamento das usinas termoelétricas.

Os protestos foram registrados principalmente em bairros de Havana e em municípios do interior do país. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram moradores batendo panelas, gritando palavras de ordem e cobrando soluções para a falta de energia elétrica, que em algumas regiões ultrapassa 20 horas consecutivas.

Segundo o governo cubano, a crise é resultado da escassez de diesel e óleo combustível, além de falhas na infraestrutura elétrica do país. Autoridades também atribuíram o agravamento da situação ao endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos.

A falta de energia tem provocado impactos diretos na rotina da população. Moradores relatam dificuldades para conservar alimentos, armazenar água e manter atividades básicas em meio ao calor intenso. Hospitais, escolas e pequenos comércios também enfrentam prejuízos com as interrupções constantes no fornecimento.

Essa é mais uma onda de manifestações registrada em Cuba nos últimos anos. Desde os protestos históricos de julho de 2021, motivados pela crise econômica e pela escassez de produtos básicos, o país enfrenta episódios recorrentes de insatisfação popular diante do aumento da inflação, da falta de alimentos e do colapso de serviços públicos.

Especialistas apontam que o atual cenário lembra o chamado “Período Especial”, vivido por Cuba na década de 1990 após o fim da União Soviética, quando a ilha enfrentou uma grave crise econômica marcada por racionamentos e apagões prolongados.

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