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André Mendonça diz que Brasil perdeu oportunidade de ter ‘grande ministro do STF’

Em nota, ministro Edson Fachin, presidente do STF, disse que Corte respeita prerrogativa do Senado de rejeitar indicações do presidente da República

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça lamentou pelo X a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, à cadeira vaga na Corte. Segundo Mendonça, o Brasil perdeu a oportunidade de ter “um grande ministro” e que Messias preenche os requisitos constitucionais para compor o tribunal.

“Messias é um homem de caráter, íntegro e que preenche os requisitos constitucionais para ser Ministro do STF. Amigo verdadeiro não está presente nas festas; está presente nos momentos difíceis. Messias, saia dessa batalha de cabeça erguida. Você combateu o bom combate!”, afirmou.

Mendonça, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2021, apoiou publicamente a indicação de Messias para a Corte. Os dois são evangélicos.

Pela primeira vez em 132 anos, o Senado rejeitou a indicação presidencial para uma cadeira no STF. A última vez que isso ocorreu foi em 1894, durante o governo ditatorial de Floriano Peixoto. Messias foi rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Celso de Mello diz que Senado cometeu “grave equívoco institucional”

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello afirmou nesta quarta-feira (29) que o Senado cometeu um “grave equívoco institucional” ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma ocupar uma vaga na Corte.

Em nota à imprensa, Mello, que ficou no tribunal entre 1989 e 2020, classificou a votação como injustificável e disse que o entendimento não está de acordo com a trajetória profissional do advogado-geral.

“Trata-se de grave equívoco institucional, pois o Dr. Jorge Messias reúne, de modo pleno, os requisitos que a Constituição da República exige para a legítima investidura no cargo de ministro da Suprema Corte”, disse Mello.

O ministro aposentado também ressaltou que não há causa legitima para o Senado rejeitar a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a Suprema Corte.

“Considero profundamente infeliz a decisão do Senado Federal. Perdeu-se a oportunidade de incorporar ao Supremo Tribunal Federal um jurista sério, preparado, experiente e comprometido com os valores superiores do Estado Democrático de Direito”, completou.

STF respeita prerrogativa do Senado, diz Fachin

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nota em que diz respeitar a prerrogativa do Senado de rejeitar indicações do presidente da República e que respeita a “história pessoal e institucional” de todos os envolvidos no processo. O advogado-geral da União Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo, foi rejeitado por 42 a 34 votos no plenário do Senado hoje.

Fachin também disse que aguarda “com serenidade” as medidas cabíveis para o preenchimento da vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

“O Supremo Tribunal Federal reafirma seu respeito à prerrogativa constitucional do Senado Federal. Reitera, igualmente, o respeito à história pessoal e institucional de todos os agentes públicos envolvidos no processo, reconhecendo que a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública”, diz a nota.

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