A empresa contabiliza mais de 1.400 aeronaves vendidas para a América Latina e o Caribe, mantendo atualmente mais de 900 aviões em operação
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A frota comercial de passageiros na América Latina deve passar de 1.550 para 2.770 aeronaves até 2045, impulsionada pelo avanço econômico, pelas elevadas taxas de urbanização e pela contínua expansão da classe média no continente. Os dados integram a mais recente projeção global de mercado da Airbus (Global Market Forecast 2026-2045), apresentada nesta segunda-feira (19), na Cidade do México.
Segundo a fabricante europeia, o processo de descentralização populacional vem dando origem a novos centros urbanos na região, viabilizando a abertura de rotas inéditas operadas por modelos de última geração e ampliando a conectividade da malha aérea continental. Para responder a esse avanço, a projeção aponta para a necessidade de 2.720 novas aeronaves ao longo das próximas duas décadas.
A demanda no mercado latino-americano será fortemente concentrada em aeronaves de corredor único (single-aisle), que responderão por 2.520 entregas. Já os modelos de fuselagem larga (widebody), voltados para voos de longa distância, somarão 200 novas unidades. Em termos de destinação, 1.220 aviões reforçarão o crescimento direto das frotas, enquanto 1.500 unidades substituirão aeronaves de gerações anteriores.
A transição para frotas mais modernas e eficientes já segue em ritmo acelerado. Atualmente, 44% dos aviões em operação na América Latina pertencem a gerações recentes, proporção que deve alcançar 94% até 2035. A renovação é estratégica para as companhias aéreas, pois contribui para a otimização de custos operacionais e para a redução das emissões de dióxido de carbono.
O estudo também aponta um aumento expressivo na propensão da população em utilizar o transporte aéreo. A expectativa é que o número de viagens por pessoa dobre ou até supere o dobro do patamar atual em países como Brasil, Chile e México, enquanto Argentina e Colômbia devem registrar trajetórias semelhantes.
No acumulado, o tráfego de Origem e Destino na região crescerá a uma taxa média de 3,7% ao ano nas próximas duas décadas, impulsionado pelo mercado doméstico, com alta prevista de 4% ao ano, e pelas rotas intra-regionais entre a América Latina e o Caribe, que devem crescer 3,3% ao ano.
Com o cenário positivo, a Airbus consolida sua posição de liderança no setor aerocomercial da região. A empresa contabiliza mais de 1.400 aeronaves vendidas para a América Latina e o Caribe, mantendo atualmente mais de 900 aviões em operação ativa e uma carteira de pedidos (backlog) com cerca de 450 unidades a serem entregues.

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